Resumo

Objetivou-se analisar fatores associados à atividade física e aos comportamentos sedentários em adolescentes. A amostra foi composta de 1675 escolares (784 rapazes e 891 moças), de 11 a 17 anos de idade, de Caxias do Sul-RS. Um questionário foi aplicado para identificar o nível de atividade física (recordatório de 3 dias) e o número de horas em comportamentos sedentários. Considerou-se como baixo nível de atividade física (baixo NAF) um gasto energético menor do que 37kcal/kg/dia e exposição elevada a comportamentos sedentários (CSE) assistir TV, jogar videogame ou utilizar computador mais do que 14h/semana. Os resultados do teste qui-quadrado indicaram que as moças apresentaram maior prevalência de baixo NAF (66,8%>43,2%; p<0,001), enquanto os rapazes obtiveram maior prevalência de CSE (89,6%>84,0%; p=0,001). Baixo NAF associou-se aos rapazes a partir da regressão de Poisson, com residir com até 4 pessoas (RP=1,21;IC95%1,00-1,46) e com o baixo NAF da mãe (RP=1,23;IC95%1,00-1,53), e nas moças, com a faixa etária de 15-17 anos (RP=1,30;IC95%1,18-1,44), residir com até 4 pessoas (RP=1,17;IC95%1,04-1,31), possuir TV no quarto (RP=1,13;IC95%1,02-1,25) e deslocar-se passivamente à escola (RP=1,10;IC95%1,00-1,22). A CSE associou-se às moças à maior escolaridade do chefe da família (RP=1,08;IC95%1,01-1,16) e a possuir TV no quarto (RP=1,15;IC95%1,08-1,22). Destaca-se a associação entre as medidas de aproximação socioeconômica e os comportamentos de risco (baixo NAF e CSE). O conhecimento dos fatores associados ao baixo NAF e à CSE facilita a implantação de intervenções mais efetivas, a fim de promover um estilo de vida mais ativo.


 

Acessar