Fatores Relacionados Ao Sedentarismo e Nível de Atividade Física, no Lúpus Eritematoso Sistêmico.

Por: Paula Teixeira Fernandes, Simone Appenzeller e Simone Thiemi Kishimoto.

VI Congresso Sudeste de Ciências do Esporte

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Resumo

Introdução: O Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) é uma doença inflamatória crônica, autoimune que pode afetar múltiplos órgãos ou sistema, com períodos de atividade e remissão da doença. O comprometimento crônico no LES afeta diretamente a qualidade de vida do paciente, além disso fatores de risco como obesidade, diabetes e hipertensão arterial, estão associados cada vez mais com a inatividade física destes pacientes, aumentando assim o risco de mortalidade. Objetivo: O objetivo deste estudo foi avaliar o nível de atividade física e os fatores relacionados ao sedentarismo referente aos aspectos psicológicos e a qualidade de vida no LES. Metodologia: Foram entrevistados 250 pacientes do Ambulatório de Reumatologia HC/Unicamp, com idade entre 18 a 67 anos (média±desvio padrão: 34,7 ± 11,9 anos). Para a triagem de atividade física aplicamos o questionário International Physical Activity Questionnaire (IPAQ) e os sujeitos foram divididos em dois grupos: Grupo Ativo e Grupo Sedentário. A qualidade de vida foi avaliada através do questionário Short-Form Health Survey (SF-36). Para a avaliação dos aspectos psicológicos relacionados aos sintomas de ansiedade e depressão foram utilizados os questionários: Beck Anxiety Inventory (BAI) e Beck Depression Inventory (BDI). Resultados: Com relação a qualidade de vida, observamos melhores índices nos domínios capacidade funcional (p=0,0009), aspecto físico (p=0,026) e emocional (p=0,012), no grupo ativo quando comparado ao grupo sedentário. Os aspectos psicológicos relacionados aos sintomas de ansiedade (p=0,021) e depressão (p=0,0008) também mostraram-se melhores no grupo ativo. Através do teste de regressão logística e análise multivariada observamos que os pacientes sedentários possuem mais chance de ter problemas relacionados aos aspectos: capacidade funcional (17%) (p=0,0006), físico (7%) (p=0,0286), emocional (9,3%) (p=0,0156), sintomas de ansiedade (81,7%) (p= 0,0218) e depressão (38,4%) (p=0,0009). Considerações finais: Concluímos através deste estudo que os pacientes considerados ativos apresentaram melhores índices nos aspectos funcional, físico e emocional além de menores sintomas de ansiedade e depressão, em comparação com o grupo sedentário. Salientamos a importância de métodos alternativos de tratamento complementar ao medicamentoso, como a prática de atividades físicas, auxiliando assim controle da obesidade, melhora psicológica e qualidade de vida destes pacientes.

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