Folclore e Cultura Popular na Formação do Profissional de Educação Física: Sentidos e Significados do Carnaval.

Por: Helena Theodoro Lopes e Maria Jóse Alves da Silva Oliveira.

113 páginas. 1996 01/10/1996

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Resumo

Este estudo encontra-se inserido na linha de pesquisa Ação e Formação do profissional de Educação Física e Lazer, desenvolvida no Programa de Pós-Graduação em educação Física a nível de Mestrado. Os objetivos do estudo foram: (1) identificar, nos discursos de populares praticantes de carnaval e de professores de folclore e cultura popular em exercício em curso de formação de profissionais de educação física, os sentidos referentes à manifestação do carnaval; (2) analisar pontos de convergência e/ou de divergência nos discursos desses dois grupos. A investigação foi de natureza qualitativa e de caráter exploratório. O instrumento utilizado foi a entrevista semi-estrutura. O corpus do estudo foi constituído pelos discursos de dez informantes, sendo cinco praticantes de carnaval e cinco professores universitários do Rio de Janeiro. Constituímos uma matriz teórica de análise baseada nos pressupostos de que co-existem no discurso sentidos latentes, emergentes e instaurados. Tais sentidos, dependendo da conjugação, conferem relação de maior ou menor proximidade com o discurso hegemônico. Para melhor compreensão dos processos associamos a predominância da padronização aos efeitos de verdade do discurso hegemônico, e a entrudo associamos os efeitos da predominância do discurso não-hegemônico. O estudo revelou que os processos discursivos dos praticantes de carnaval revelam uma postura, ostensiva ou vedada, de confronto com o discurso hegemônico, enquanto que os processos discursivos dos professores de folclore e cultura popular tendem a contemporizar com o discurso da padronização. No entanto, foram observados movimentos de convergência no discurso de ambos os grupos. Esse processo oscilante, contraditório, resulta da tensão existente entre a formação discursiva do estrudo, em confronto com a formação discursiva da padronização: os sujeitos tendem a se comprometer, consciente ou inconscientemente, com a formação discursiva que exerce maior pressão. Os dados obtidos foram suficientes para afirmamos a pouca legitimidade do discurso hegemônico para dar conta do carnaval como um todo. A partir da compreensão das informações, sugerimos a criação nas universidades, em conjunto com as comunidades, de núcleos de estudo e preservação do folclore e da cultura popular. Visa-se desse modo constituir um espaço onde seja preservada a memória cultural e onde os estudantes universitários possam desenvolver atitudes críticas e éticas de investigação, preocupados com o folclore e a cultura popular nas relações com a construção da cidadania.

Endereço: http://www.nuteses.temp.ufu.br/tde_busca/processaPesquisa.php?pesqExecutada=2&id=1010&listaDetalhes%5B%5D=1010&processar=Processar

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