Força e Imc - Um Estudo com Jovens Sergipanos

Por: João Marcos Ferreira de Lima Silva.

58 Reunião Anual da SBPC

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INTRODUÇÃO:

Os testes de força dinâmica são importantes provas físicas para determinar o grau de desenvolvimento muscular humano, servindo de parâmetro para um bom planejamento das atividades que venham a melhorar tais desempenhos. Durante o período escolar estes indicadores podem ser relevantes na detecção de características favoráveis a pratica de alguns esportes, alem de serem fundamentais para um direcionamento das atividades programáveis. objetivo: Verificar os níveis de força de escolares da rede pública de ensino de Aracaju - SE, identificando relações entre os testes de força e o índice de massa corporal (IMC).


 METODOLOGIA:

a pesquisa é do tipo descritiva, probabilística não intencional correlacional, com amostra de 284 escolares entre 7 e 12 anos de idade, com media de idades 9,54+1,76 anos, participantes das aulas de educação física regularmente. Foram visitadas 6 escolas, tendo o acesso autorizado pela secretaria de educação do município, realizando-se as coletas durante o período das aulas de educação física com o auxilio do professor ministrante da aula. Foram realizados os testes de força de membros superiores de flexão de braço sobre o solo (TFLEX) e abdominal (TABD) visando o máximo numero de repetições no tempo de 1 min. Alem dos testes físicos foram aferidas as medidas para determinação do IMC (massa corporal e estatura). Utilizou-se a estatística descritiva e os testes estatísticos de Mann Whitney e Kruskal Wallis por tratarem-se de testes que não exigem a normalidade para verificar diferenças entre os grupos idade e sexo em relações aos testes e com o IMC.


 RESULTADOS:


Fizeram parte do grupo masculino (MAS) 135 escolares com media de idades 9,41+1,85 anos e o grupo feminino (FEM) 149 escolares com media de idades 9,66+1,66 anos. A media do IMC do MAS foi 15,20+2,71 Kg/m2 enquanto o FEM 15,75+2,81 Kg/m2. A média do TFLEX do MAS foi 6,82+7,09 repetições e o FEM 8,38+6,44 repetições. A media do TABD MASC foi 10,38+5,38 repetições enquanto o FEM 7,87+5,15 repetições. No teste de Mann Whitney por sexo verificou-se na haver diferenças apenas no IMC (p=0,074), ao contrario do TFLEX e TABD (p=0,048 e 0,000 respectivamente). O teste de Kruskal Wallis, isolado por sexo verificou no MAS e no FEM diferenças no IMC e TABD (p<0,05) enquanto TFLEX para ambos não apresentaram diferenças (MAS=0,449 e FEM=0,323) entre as idades.

CONCLUSÕES:


Os resultados apontam um condicionamento das valencias fisicas observadas como abaixo da media segundo a literatura pesquisa, fato este que pode ser comprometodor para todas as atividades exercidas pelos pesquisados. A relação entre as variaveis pode ter sido influenciada pela idade maturacional da amostra, que nao apresenta diferenças significativas nesta faixa etaria. Novas pesquisas devem ser estimuladas para que novas referencias possam ser desenvolvidas, levando em consideração influencias regionais como condições socio-economicas, clima, cultura e condições fisicas disponiveis as populações.

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