Formação e Atuação Profissional em Atividade de Aventura no âmbito do Lazer

Por: José Ricardo Auricchio.

2013 21/02/2013

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Resumo


Desde o final da década de 1980, os chamados esportes radicais vêm se popularizando no Brasil, mais especificamente no estado de São Paulo, onde, na década de 1990, surgiram muitas empresas na área de turismo de aventura. Tais empresas são geridas por pessoas com experiência em determinadas atividades que contratam mão de obra local, muitas vezes com pouca ou nenhuma experiência, para auxiliar os guias ou instrutores nas atividades a serem realizadas com o público. Que formação técnica, em termos de conteúdo específico e no âmbito dos estudos do lazer, têm os profissionais que atuam com atividades de aventura para trabalhar na área? Este trabalho teve como objetivos principais (1) mostrar a realidade da formação profissional nas atividades de aventura, correlacionando-a com a formação na área do lazer, entre profissionais que lidam diretamente com o público em três cidades (Socorro, Boituva e Guarujá), escolhidas como polos de atividades de aventura no estado de São Paulo, e (2) pesquisar, em documentos oficiais, a formação profissional na área de turismo de aventura. O embasamento teórico do trabalho tem, como principais referências, Uvinha (2005), para atividades de aventura, Marcellino (2003), para as questões relacionadas ao lazer, e Isayama (2010), para a formação e atuação profissional na área do lazer. Como procedimento metodológico, este estudo foi dividido em três momentos, sendo, no primeiro, realizado um levantamento bibliográfico (cf. SEVERINO, 2007) nos sistemas de bibliotecas da Universidade Metodista de Piracicaba (Unimep), Universidade de São Paulo (USP), Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e no banco de teses da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), nos últimos cinco anos, sobre as palavras-chave “atividades de aventura”, “lazer” e “formação profissional”. Posteriormente, realizamos as análises textual, temática e interpretativa combinada com a pesquisa documental nas normas específicas da ABNT, por análise de conteúdo, segundo Gil (1991). No segundo momento, a pesquisa de campo foi realizada, nas cidades já referidas, por meio de questionários aplicados aos profissionais da área. Os resultados foram tabulados no formato de gráficos e analisados para a elaboração das considerações finais, relacionando os três tipos de pesquisa. De acordo com nossa pesquisa, as atividades de aventura são uma das vertentes do lazer, porém sua formação profissional baseia-se em normas técnicas de associações ou federações, sendo ensinadas, principalmente, por profissionais experientes, muitas vezes sem formação acadêmica, deixando de fora os estudos sobre o lazer, o que deveria ser realizado por uma equipe multidisciplinar e não por uma única pessoa com conhecimento apenas empírico.

Endereço: https://www.unimep.br/phpg/bibdig/aluno/visualiza.php?cod=947

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