Formação de Professores de Educação Física Para a Educação Inclusiva: Práticas Corporais Para Crianças Autistas

Por: Jacqueline da Silva Nunes.

221 páginas. 2019 18/05/2019

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Resumo

A formação de professores na perspectiva inclusiva vem se constituindo um campo de estudos e reflexões da Educação. Na Educação Física, esta perspectiva, como conteúdo curricular, se torna um campo de saber e atuação, agregando conhecimentos para auxiliar o professor a trabalhar com a Educação Especial. No entanto, professores de Educação Física, de maneira geral, não estão preparados para atuar com crianças que apresentam TEA (transtorno de espectro autista). Além disso, estudos apontam fragilidades, tanto na formação inicial quanto na formação continuada dos professores de Educação Física. Diante desse contexto, a presente tese objetivou analisar a formação de professores de Educação Física sobre práticas corporais para a inclusão escolar de crianças com autismo, a partir de um programa de formação continuada na região da Grande Dourados/MS. Para isso, buscou-se compreender como se estruturava a formação continuada e a prática docente das professoras de Educação Física sobre a inclusão de alunos com TEA em suas aulas. Foram identificadas as orientações existentes na Política Nacional de Educação Especial na perspectiva da Educação Inclusiva e relações com o Ensino Público Municipal de Dourados-MS, no ensino fundamental; foram avaliadas as concepções das professoras de educação física sobre a inclusão, com ênfase na importância das práticas corporais para inclusão de crianças com autismo; foram analisadas as construções de metodologias de práticas corporais durante a formação em serviço. Avaliou-se a contribuição da proposta de formação de professores em práticas corporais. Neste estudo qualitativo, do tipo exploratório descritivo, adotou-se a abordagem teórico-metodológica da teoria fundamentada nos dados (grounded theory). Participaram da pesquisa três professoras de Educação Física e uma professora da sala de recurso multifuncional, que atuavam na escola e que tinham ou já tiveram em suas turmas crianças com autismo. Para coletar os dados, foram utilizados: observação, entrevista semiestruturada, questionário, diário de campo e áudios transcritos das sessões reflexivas sobre o programa de formação de professores, desenvolvido em vinte e quatro encontros. Por meio da metodologia de pesquisa colaborativa, estabeleceu-se uma parceria entre pesquisadores e professores. Para análise dos dados, utilizou-se a análise de conteúdo, com uma categorização temática conforme os objetivos específicos do trabalho. Com a análise dos dados, constatou-se que não existiu formação continuada na área da educação física há mais de 10 anos. Além disso, notou-se que, mesmo diante das dificuldades, as professoras buscavam construir estratégias inclusivas, mas ainda com base em experiências e formações anteriores. A pesquisa colaborativa possibilitou o desenvolvimento de novas experiências corporais inclusivas; a união das professoras; e o envolvimento de outros profissionais da área da educação na escola. Diante disto, realizou-se um programa de formação continuada em serviço em favor da inclusão de alunos com TEA. Sugere-se que este trabalho possa ser ampliado entre outros docentes de Educação Física da cidade de Dourados, tanto de escolas públicas quanto privadas, para ampliar o conhecimento dessas metodologias de práticas corporais, visando a efetiva inclusão, não só dos alunos com autismo, mas de qualquer criança que necessite de estratégias metodológicas específicas fundamentadas e adequadas às suas realidades para facilitar a aprendizagem.

Endereço: http://repositorio.ufgd.edu.br/jspui/handle/prefix/1134

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