Formação de Esquema Motor em Crianças Numa Tarefa Que Envolve Timing Coincidente

Por: Andrea Michele Freudenheim.

116 páginas. 1992

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Resumo

O objetivo do presente estudo foi testar a formação de esquema motor em crianças numa tarefa de timing coincidente. Participaram do mesmo 120 escolares entre oito anos e seis meses e nove anos e seis meses de idade. O instrumento utilizado foi o Temporizador de Antecipação de Bassin da Lafayette Instruments que permite manipular a variabilidade de prática através do controle da velocidade de propagação de um rastro luminoso formado pelo acendimento de 32 diodos posicionados consecutivamente em uma canaleta. A tarefa consistiu em apertar o botão de resposta simultaneamente ao acendimento do último diodo. O delineamento experimental abrangeu três fases: fase de aquisição, envolvendo a aprendizagem da tarefa; fase de transferência , envolvendo a testagem das crianças em duas tarefas novas e fase de retenção, envolvendo a retestagem das duas tarefas novas de transferência após uma semana. As crianças foram distribuídas em um grupo controle e cinco grupos experimentais , cada qual com 20 crianças, que na fase de aquisição executaram 80 tentativas em estruturas de prática diversas: grupo de prática constante (CTE), grupo de prática variada em bloco (BL), grupo de prática variada em bloco aleatório (BAL), grupo de prática variada em bloco seriado (BSR) e grupo de variabilidade aleatória (AL). Utilizando os erros absoluto (EA), constante (EC) e variável (EV), foi feita uma análise de variância nas três fases do estudo. Na medida de erro indicativa de precisão (EA), os resultados não revelaram diferença significante (p < 0,05) entre os grupos experimentais nas três fases do estudo. Foi observada apenas uma ligeira superioridade do grupo BSR nas fases de transferência e retenção. Contudo, esta tendência só se mostrou com relação ao grupo BSR e não com relação aos demais grupos de variabilidade de prática. Embora não seja preocupação do presente estudo, estes resultados não oferecem sustentação à hipótese de interferência contextual. Neste sentido, pode-se dizer que os resultados do presente estudo sugeriram que, em uma tarefa de timing coincidente, a variabilidade de prática não facilitou de forma clara a aquisição e retenção de esquema motor em crianças. Uma possível explicação para estes resultados parece situar-se na fase de aquisição, onde apesar dos grupos terem sido submetidos a estruturas de prática diversas, em função das características próprias da tarefa, a variabilidade de prática pode não ter sido realmente experimentada.

Endereço: http://www.nuteses.temp.ufu.br/tde_busca/processaPesquisa.php?pesqExecutada=2&id=1709&listaDetalhes%5B%5D=1709&processar=Processar

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