Franquia de Clubes Para Escolas de Futebol: Uma Ação Que Por Si Só Garante o Sucesso?

Por: A. C. Colagrai e D. P. Santos.

IX Congresso Internacional de Educação Física e Motricidade Humana XV Simpósio Paulista de Educação Física

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Resumo

Obter um recurso que ofereça vantagem competitiva perante seus concorrentes é o que toda empresa busca. O futebol é a modalidade esportiva mais difundida no Brasil, atraindo o interesse de muitas pessoas para abrirem suas próprias escolas de futebol, gerando muita concorrência no setor. Assim, a franquia do clube de futebol é uma nova forma de estruturar essas escolas, passando a imagem de que o aluno ali matriculado está vinculado diretamente a esse clube, despertando interesse de pais e alunos pelas aulas. Este estudo procura desvendar questões como: o fato de uma escola de futebol associada a uma marca de um grande clube garante o sucesso? Os objetivos do trabalham são: verificar se apenas o vínculo da escola com uma franquia de clube garante a frequência dos alunos na aula, e verificar se esse vínculo garante a satisfação de alunos e pais. Com base nisso o estudo questiona se não seria interessante fazer um trabalho de atendimento aos pais e alunos para melhor satisfazê-los, ao invés de apenas apostar na marca da franquia. Para este estudo foram utilizados os conceitos de vantagem competitiva, entendendo que ela se alicerça na capacidade da empresa em fazer de forma diferenciada os processos de qualidade como o foco no cliente, para que esta diferenciação seja reconhecida por este. O estudo também se baseou na teoria dos stakeholders, que por definição, são grupos que tem direitos legitimados sobre a organização a qual estão envolvidos. Neste estudo os pais e alunos são stakeholders, por estarem diretamente envolvidos com as escolas, impactando-as e sendo impactado por elas. Este trabalho objetiva fazer um estudo comparativo entre duas escolas de futebol na cidade de Vargem Grande Paulista - SP, onde uma utiliza técnicas para mapear e detectar seus stakeholders e não é uma franquia, e a outra escola não utiliza nenhuma forma de detecção destes stakeholders, porém é franqueado de um grande clube. O estudo objetiva ainda verificar se a detecção destes stakeholders e o atendimento de suas necessidades pode vir a gerar uma vantagem competitiva em relação ao concorrente, ou se simplesmente possuir uma franquia fornece vantagem para essa escola. A coleta de dados foi realizada através de três instrumentos, sendo o primeiro uma entrevista com os proprietários das escolas, seguindo para um questionário aplicado sobre esses eles e seus funcionários, afim de identificar se os mesmos tinham conhecimento sobre o que significava o termo stakeholders e quais seriam os stakeholders de suas escolas. O terceiro instrumento de coleta foi uma entrevista com 20 pais de alunos, cujos dados obtidos foram interpretados e colocados na matriz de Mendelow (1991), para ilustrar o grau de poder e influência destes stakeholders sobre a escola. Os resultados mostram que as empresas devem considerar seus stakeholders no momento de planejar suas ações, porém a atenção oferecida pelos proprietários a esse público é baixa, e a franquia não gerou sucesso automaticamente.

Endereço: http://www.periodicos.rc.biblioteca.unesp.br/index.php/motriz/article/view/10060/10060

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