Funcionalidade e Incapacidade em Pacientes Comprometimento Musculoesquelético

Por: Adriana Ribeiro de Macedo, Aline de Oliveira Chaves, Ariane dos Santos Wendt, Christiano Bertoldo Urtado, Felipe José Jandre dos Reis e Leandro Alberto Calazans Nogueira.

Revista Brasileira de Ciência & Movimento - v.25 - n.4 - 2017

Send to Kindle


Resumo

A intensidade da dor é considerada um dos fatores importantes na determinação da incapacidade em pacientes com dor musculoesquelética. O objetivo do presente estudo foi identificar as principais limitações das atividades e analisar o grau de incapacidade de pacientes com dores musculoesqueléticas. Foi realizado um estudo transversal com 160 pacientes com dores musculoesqueléticas encaminhados ao setor de fisioterapia do Hospital Universitário Gaffrée e Guinle, Rio de Janeiro. Os participantes preencheram questionários auto-aplicáveis para a identificação das características da dor e do nível de incapacidade por região anatômica no momento da avaliação fisioterapêutica. As atividades mais comprometidas foram permanecer sentado, elevar objetos, elevação do ombro acima da cabeça, carregar objetos pesados, correr, permanecer agachado, ler e dirigir, dependendo da região afetada. Houve discreta correlação entre o nível de incapacidade com a intensidade da dor (Rho=0,29; p<0,01) e a idade (Rho=0,21; p<0,02). O nível de incapacidade da coluna cervical, do ombro e da coluna lombar apresentaram correlação com a idade. A correlação entre incapacidade e idade foi alta para as regiões cervical, lombar e do ombro. Também houve correlação moderada entre intensidade da dor e incapacidade referente à região lombar. Em conclusão, foi observado que as atividades diárias comprometidas variam de acordo com a região corporal envolvida. O nível de incapacidade teve correlação com a idade e com a intensidade da dor. O grau de correlação variou com a região corporal acometida. O nível de incapacidade se correlacionou com a intensidade da dor lombar e com a idade nas regiões cervical, lombar e do ombro.Referências 1. Erick PN, Smith DR. A systematic review of musculoskeletal disorders among school teachers. BMC Musculoskelet Disord. 2011; 12: 260. 2. Lopes MJ, Escoval A, Pereira DG, Pereira CS, Carvalho C, Fonseca C. Evaluation of elderly persons' functionality and care needs. Revista Latino-Americana de Enfermagem. 2013; 21: 52-60. 3. Vos T, Flaxman AD, Naghavi M, Lozano R, Michaud C, Ezzati M, et al. Years lived with disability (YLDs) for 1160 sequelae of 289 diseases and injuries 1990-2010: a systematic analysis for the Global Burden of Disease Study 2010. Lancet. 2012; 380(9859): 2163-96. 4. Leonardi M, Bickenbach J, Ustun TB, Kostanjsek N, Chatterji S, Consortium M. The definition of disability: what is in a name? Lancet. 2006; 368(9543): 1219-21. 5. Nogueira LAC, Urtado CB, Chaves AM, Ferreira M, Santos C, Casarin CAS, et al. Perfil epidemiológico do ambulatório de fisioterapia de um hospital universitário Terapia Manual 2011; 9: 45-50 6. Hagen KB, Bjorndal A, Uhlig T, Kvien TK. A population study of factors associated with general practitioner consultation for non-inflammatory musculoskeletal pain. Annals of the rheumatic diseases. 2000; 59(10): 788-93. 7. Hagen KB, Kvien TK, Bjorndal A. Musculoskeletal pain and quality of life in patients with noninflammatory joint pain compared to rheumatoid arthritis: a population survey. The Journal of rheumatology. 1997; 24(9): 1703-9. 8. Collaborators USBoD. The state of US health, 1990-2010: burden of diseases, injuries, and risk factors. JAMA : the journal of the American Medical Association. 2013; 310(6): 591-608. WENDT et al. R. bras. Ci. e Mov 2017;25(4):15-22. 22 9. Meziat Filho N, Mendonça GAS. Invalidez por dor nas costas entre os segurados da Previdência Social, Brasil, 2007 Revista de Saúde Pública. 2011; 45: 494-502. 10.Jellad A, Lajili H, Boudokhane S, Migaou H, Maatallah S, Frih ZBS. Musculoskeletal disorders among Tunisian hospital staff: Prevalence and risk factors. The Egyptian Rheumatologist. 2013; 35(2): 59-63. 11. Sampaio RF, Mancini MC, Gonçalves GGP, Bittencourt NFN, Miranda AD, Fonseca ST. Aplicação da classificação internacional de funcionalidade, incapacidade e saúde (CIF) na prática clínica do fisioterapeuta. . Rev Bras Fisioter. 2005; 9(2): 129-36. 12.Cook C, Richardson JK, Braga L, Menezes A, Soler X, Kume P, et al. Cross-cultural adaptation and validation of the Brazilian Portuguese version of the Neck Disability Index and Neck Pain and Disability Scale. Spine (Phila Pa 1976). 2006; 31(14): 1621-7. 13. Martins J, Napoles BV, Hoffman CB, Oliveira AS. Versão Brasileira do Shoulder Pain and Disability Index: tradução, adaptação cultural e confiabilidade. Brazilian Journal of Physical Therapy. 2010; 14: 527-36. 14. Orfale AG, Araujo PM, Ferraz MB, Natour J. Translation into Brazilian Portuguese, cultural adaptation and evaluation of the reliability of the Disabilities of the Arm, Shoulder and Hand Questionnaire. Braz J Med Biol Res. 2005; 38(2): 293-302. 15. Vigatto R, Alexandre NM, Correa Filho HR. Development of a Brazilian Portuguese version of the Oswestry Disability Index: cross-cultural adaptation, reliability, and validity. Spine (Phila Pa 1976). 2007; 32(4): 481-6. 16. Metsavaht L, Leporace G, Riberto M, Sposito MM, Del Castillo LN, Oliveira LP, et al. Translation and crosscultural adaptation of the lower extremity functional scale into a Brazilian Portuguese version and validation on patients with knee injuries. J Orthop Sports Phys Ther. 2012; 42(11): 932-9. 17. Generaal E, Vogelzangs N, Macfarlane GJ, Geenen R, Smit JH, Dekker J, et al. Basal inflammation and innate immune response in chronic multisite musculoskeletal pain. Pain. 2014; 155(8): 1605-12. 18. Viniol A, Jegan N, Leonhardt C, Brugger M, Strauch K, Barth J, et al. Differences between patients with chronic widespread pain and local chronic low back pain in primary care--a comparative cross-sectional analysis. BMC musculoskeletal disorders. 2013; 14: 351. 19. Herin F, Vezina M, Thaon I, Soulat JM, Paris C, group E. Predictive risk factors for chronic regional and multisite musculoskeletal pain: a 5-year prospective study in a working population. Pain. 2014; 155(5): 937-43. 20.Cote D, Coutu MF. A critical review of gender issues in understanding prolonged disability related to musculoskeletal pain: how are they relevant to rehabilitation? Disabil Rehabil. 2010; 32(2): 87-102. 21.Cairns BE, Gazerani P. Sex-related differences in pain. Maturitas. 2009; 63(4): 292-6. 22. Linnstaedt SD, Walker MG, Parker JS, Yeh E, Sons RL, Zimny E, et al. MicroRNA circulating in the early aftermath of motor vehicle collision predict persistent pain development and suggest a role for microRNA in sexspecific pain differences. Mol Pain. 2015; 11(1): 66. 23. Seghetto A, Piccoli J. Nível de atividade física, prevalência de desconforto e dor muscular e capacidade de trabalho: uma avaliação no setor de call center de um banco do Rio Grande do Sul, Brasil. Revista Brasileira de Ciências e Movimento. 2012; 20(3): 105-17. 24. Pohjonen T. Age-related physical fitness and the predictive values of fitness tests for work ability in home care work. J Occup Environ Med. 2001; 43(8): 723-30. 25. Powers CM. The influence of altered lower-extremity kinematics on patellofemoral joint dysfunction: a theoretical perspective. J Orthop Sports Phys Ther. 2003; 33(11): 639-46. 26. Schoenfeld BJ. Squatting kinematics and kinetics and their application to exercise performance. J Strength Cond Res. 2010; 24(12): 3497-506. 27. Stefane T, Santos AMd, Marinovic A, Hortense P. Dor lombar crônica: intensidade de dor, incapacidade e qualidade de vida. Acta Paulista de Enfermagem. 2013; 26: 14-20. 28. Oliveira FACd, Almeida RSd, Santos WTd, Nogueira LAC. Pain intensity and functional limitation are not related with medical image findings in patients with shoulder pain. Revista Dor. 2014; 15: 202-6. 29. Lee H, Hubscher M, Moseley GL, Kamper SJ, Traeger AC, Mansell G, et al. How does pain lead to disability? A systematic review and meta-analysis of mediation studies in people with back and neck pain. Pain. 2015; 156(6): 988- 97. 30. Soares JC, Weber P, Trevisan ME, Trevisan CM, Rossi AG. Correlação entre postura da cabeça, intensidade da dor e índice de incapacidade cervical em mulheres com queixa de dor cervical. Fisioterapia e Pesquisa. 2012; 19: 68-72

Endereço: https://portalrevistas.ucb.br/index.php/RBCM/article/view/6563

Tags:

Comentários


:-)





© 1996-2019 Centro Esportivo Virtual - CEV.
O material veiculado neste site poderá ser livremente distribuído para fins não comerciais, segundo os termos da licença da Creative Commons.