Futebol de 5

Por: Projeto Inteligência Esportiva.
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Resumo

Entenda

O futebol de 5 traz características tanto do futebol como do futsal convencionais. É exatamente da adaptação dessas modalidades que surgiu para possibilitar a participação de deficientes visuais, classificação B1, cegos totais, no paradesporto. Assim como nos dois esportes do qual se originou, são valências necessárias a técnica, a tática e o condicionamento físico.

Característica marcante da modalidade é a exigência do silêncio quase total durante a partida, seja pelos espectadores ou mesmo pelos atletas. Explica-se: como para os atletas cegos a audição é o principal sentido usado na orientação espaço-temporal, o jogo não pode ocorrer com ruídos externos e também deve ser jogado em um lugar sem eco. Apenas é possível ouvir as orientações dos outros jogadores ou do técnico e o som da bola em movimento. O único momento no qual são permitidas manifestações sonoras da plateia, por exemplo, é na comemoração do gol.

Outro diferencial: os jogadores cegos usam uma venda nos olhos. Isto porque, embora todos sejam classificados como B1, existem diferenças nas percepções de luminosidade entre eles. Para manter um equilíbrio perceptivo entre os atletas, vendá-los se faz necessário. E, inclusive, tocar na venda durante o jogo é considerado falta.

Em relação à bola do futebol de 5, ela também é adaptada. Seu tamanho é de 60 a 62cm de circunferência e seu peso entre 510 e 540g. Quica menos que as bolas de futebol e futsal e possui guizos no seu interior para direcionamento sonoro no transcorrer do jogo. 

Os times são compostos de cinco jogadores em quadra e mais cinco na reserva. São quatro titulares na linha e um no gol, assim como no futsal. Os atletas de linha devem ser completamente cegos (B1), o goleiro pode ter algum comprometimento visual ou não. Além deles, existe o chamador, um indivíduo sem deficiência visual, responsável por orientar os jogadores de linha no momento de arremate ao gol durante a partida e, se for o caso, nas disputas de pênaltis. As principais faltas decorrem de contato físico excessivo ou desleal, mão na bola, goleiro fora da área do gol e jogadores tocando nas vendas.

Quanto à quadra, tem as mesmas medidas do futsal, 40m x 20m. Porém, é delimitada por barreiras entre as duas linhas de fundo que impedem a saída da bola. A quadra é dividida em três áreas: defesa, central e ataque. Em cada uma delas existe um responsável por orientar os atletas de linha. Na primeira, a orientação é do goleiro; na segunda, do técnico; na terceira, do chamador.

Finalmente, embora a maioria das regras do futebol de campo e futsal seja aplicada à modalidade adaptada para cegos, existem algumas específicas: quando os atletas vão em direção à bola devem dizer “voy” para evitar choques com outros jogadores; não é permitido tocar na venda; evita-se que a bola saia de quadra pela linha lateral devido a banda lateral; o chamador deve permanecer atrás do gol; o goleiro não pode sair de sua área; e não há limites de faltas por partida.

Este é o futebol de 5. Uma prática silenciosa, mas com um ritmo intenso, que tem atraído cada vez mais praticantes e agradado espectadores em países como o Brasil e a Argentina, potências nesse paradesporto

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