Gasto Calórico, Intensidade de Esforço, Distância Percorrida e Variação Hídrica no Futsal: Análise Por Posição de Jogo da Categoria Sub-13

Por: Luis Felipe Tubagi Polito.

2013 17/12/2013

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Resumo

Nos últimos anos o número de participantes em programas de treinamento de Futsal tem crescido em todo mundo. Entretanto, a literatura mundial apresenta lacunas sobre o efeito agudo da reposta fisiológica em adolescentes praticantes de Futsal. Assim, o objetivo do presente estudo foi identificar a intensidade relativa aos jogos de Futsal praticados por adolescentes, bem como a variação hídrica, número de passos, distância percorrida e gasto calórico por posição de jogo. A amostra de conveniência envolveu 10 atletas da categoria sub-13 (12 e 13 anos de idade) da Associação Atlética Banco do Brasil, devidamente inscritos no Campeonato Paulista de Futebol de Salão. Os atletas realizaram avaliação antropométrica (peso Kg, estatura cm, IMC Kg/m2, massa magra e massa gorda, circunferência de braço e perna cm), bem como avaliação neuromotora (teste de impulsão horizontal e vertical cm, teste de shuttle run segundos) a fim de caracterizar o grupo. Os indicadores de intensidade do jogo foram o número de passos, distância percorrida e gasto calórico, identificados por meio de pedômetros. A taxa de sudorese foi calculada pela equação (peso final-peso inicial + volume de água ingerido – volume de urina). Os dados foram analisados estatisticamente com o auxílio do software SPSS 12.0. Os resultados mostraram valores significantemente maiores nos goleiros para IMC quando comparado com os outros atletas. A mesma tendência foi encontrada no peso corporal e na massa magra. Os pivôs foram os atletas que alcançaram maiores valores no salto horizontal, sendo que no salto vertical, os alas superaram os demais grupos. Diferenças estatísticas não foram encontradas na agilidade entre os grupos. Não foram encontradas diferenças nos parâmetros volumétricos e densidade da urina entre os quatro jogos. Os goleiros apresentaram maior volume de urina pré-jogo do que as outras posições, enquanto os alas apresentaram o menor volume urinário. A densidade urinária não apresentou diferenças pré e pós-jogo em nenhuma das posições, porém, os fixos e os alas apresentaram maior volume pós-jogo, enquanto que os pivôs e goleiros apresentaram maior volume pré-jogo. Foi encontrado consumo médio de 800 mL de água durante os jogos pelos adolescentes atletas. Os fixos apresentaram maior variação hídrica nos jogos. Os fixos apresentaram maior consumo hídrico e volume de urina pós-jogo. Os pivôs ganharam menos peso que os alas, porém, se diferenciaram dos fixos, uma vez que os mesmos foram os únicos que apresentaram redução do peso. Os resultados no número de passos, distância percorrida e gasto metabólico não apresentaram diferenças entre os jogos. Porém, na comparação entre os grupos, os goleiros apresentaram a menor demanda metabólica. Foram observadas correlações positivas entre número de passos x variação hídrica nos alas e variação hídrica x gasto calórico nos alas e goleiros. Os fixos mostraram correlação positiva entre variação hídrica e volume ingerido. Correlações estatísticas para todas as posições foram encontradas em gasto calórico x número de passos e distância percorrida x gasto calórico. Considerando as hipóteses do estudo podemos concluir que a estratégia ad libitum de ingestão de água foi suficiente para manter os atletas em estado de euhidratação, não ocorrendo prejuízos à performance, que fossem provenientes da perda hídrica.

Endereço: http://www.usjt.br/biblioteca/mono_disser/mono_diss/2011/147_polito.php

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