Gênero e Educação Física: o Que Diz a Produção Teórica Brasileira dos Anos 80 e 90?

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100 páginas. 2001

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Resumo

Ao olhar, atentamente, a produção acadêmica brasileira, relacionada com o campo de estudos de gênero e dos estudos feministas, constatei uma grande performance teórica e variadas tentativas de diálogo entre os diversos campos do saber, inclusive com o campo específico da Educação Física/Esporte(EF/Esporte). Isto tem se dado, sobretudo, nos últimos anos, considerando o caráter plural das concepções de feminino e de masculino vigente na atual sociedade globalizada, na qual o conceito de gênero tem permitido, entre outras instâncias, a compreensão de construções históricas em torno do sexo, enfatizando, os mecanismos e as instituições culturais e sociais que estão envolvidas nesta construção. Com a intenção de contribuir com esse debate, ao longo da trajetória deste estudo, discorro sobre algumas dimensões de gênero desenvolvidas para a EF/Esporte e suas contribuições na compreensão da organização social. Neste sentido, o texto que se segue, apresentado em três capítulos, intitulados: primeiro, o ponto de partida; segundo, nas teias do gênero; terceiro, gênero e educação física: refletindo sobre as pesquisas dos anos 80 e 90; diz sobre o que se convencionou chamar "estudos de gênero na/para a EF/Esporte. Como esta se apropriou desse conceito, e como tem classificado como sendo "estudos de gênero" esse ou aquele trabalho. Enfim, como se encontra o estado atual do conhecimento sobre gênero na EF/Esporte? Como base de análise e interpretação, foi utilizado o material empírico relacionado à produção científica, na forma de dissertação e tese, oriundas dos programas de pós-graduação brasileiros em Educação e Educação Física, em nível de mestrado e doutorado, décadas de 80 e 90. Para tanto, é utilizada a técnica de análise de conteúdo, levando em conta algumas categorias selecionadas, entre as quais, a) Temáticas abordadas; b) Problemática e questões priorizadas; c) Concepções/abordagens; d) Relação sujeito/objeto – sexo do pesquisador; e) lugar onde foram produzidos os estudos; f) Orientação, co-orientação e composição de bancas examinadoras; g) Escolas de pensamento, propostas e sugestões. Observei que a produção acadêmico-científica, num primeiro momento, deteve-se em analisar os estereótipos e a existência do sexismo do ponto de vista bio-psico-fisiológico, mais recentemente, os estudos apresentam uma dimensão temática ampliada, situando-se em torno de três eixos: sexualidade, política e cultura. Ficou evidenciado, ainda, na leitura das dissertações e teses, um certo avanço a respeito das questões tratadas, no entanto, acredito que há de se cuidar sobre os rumos que poderão tomar as pesquisas neste campo teórico, pois freqüentemente tem sido utilizadas perspectivas teórico-metodológicas incompatíveis entre si, e aí são cometidos, então, alguns equívocos, onde certos conceitos são tidos como equivalentes, sem, no entanto, o serem.

Endereço: http://www.nuteses.temp.ufu.br/tde_busca/processaPesquisa.php?pesqExecutada=2&id=1917&listaDetalhes%5B%5D=1917&processar=Processar

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