Gerenciamento de Risco no Slackline: Investigando Possibilidades de Segurança Aos Praticantes

Por: Diego Neylton de Medeiros, Hassan Mohamed Elsangedy, João Leandro de Melo Araujo, Josué Dantas Belarmino, Lucas Peixoto de Macêdo e .

XX Congresso Brasileiro de Ciências do Esporte e VII CONICE - CONBRACE

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Resumo

1 INTRODUÇÃO
No atual cenário da Educação Física, é notório que as práticas no contexto do lazer e aventura têm angariado novos adeptos, principalmente após a expansão do acesso e melhoria das tecnologias dos apetrechos utilizados em práticas de aventura.
Não obstante a este crescimento, o acervo bibliográfico da área ainda é escasso e, ao se restringir as pesquisas às modalidades esportivas inerentes do tema, a literatura se torna limitada. Se tratando do slackline, desporto que aqui se alterca a respeito, há uma predominância de que os estudos são direcionados aos benefícios que este esporte proporciona aos seus praticantes, todavia, a temática carece de estudos ou protocolos relativos ao gerenciamento de risco no slackline, evidenciando assim uma lacuna no campo científico que merece ser explorada.
Visando reduzir esta lacuna, o estudo objetivou identificar situações de risco na prática do slackline, assim como apresentar procedimentos adequados para utilização dos equipamentos básicos, além de sugerir possíveis ajustes aos ambientes que minimizem os riscos.

2 METODOLOGIA
Trata-se de um estudo de campo de caráter avaliativo acerca das situações de risco e procedimentos de segurança no slackline, intencionando apontar soluções que tornem esta prática mais segura. Tal pesquisa, se decorreu durante a etapa de planejamento do projeto de extensão “Slackline: equilíbrio entre a aventura e a emoção”.
Durante a inspeção, foram identificados cenários de riscos nos momentos precedentes, ao longo e após as práticas esportivas. Além disso, avaliou-se os materiais utilizados nas vivências, desde as vestimentas dos adeptos às fitas da modalidade, bem como o espaço onde a prática é realizada, de modo que alguns encaminhamentos fossem realizados para a diminuição das chances de contusões.

3 RESULTADOS
Sobre o diagnóstico feito, se viu que a prática requer cuidados com os equipamentos utilizados, sejam eles de uso pessoal ou coletivo. Também é importante registrar, que a fita usada na modalidade carece de um suporte que trave o tensor, em caso de rompimento da mesma. O reforço pode ser feito com uma fita extra, amarrando-a conjuntamente ao equipamento armado, os chamados “back-ups”.
No que diz respeito ao ambiente, é importante que se coloquem itens que amorteçam as quedas dos praticantes, tais como colchões, emborrachados ou até mesmo, que a prática seja feita sobre a água. Da mesma forma, é preciso cautela com materiais perfurantes ou cortantes nos terrenos em questão.

4 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Com este trabalho evidencia-se que o slackline, mesmo praticado em nível amador, apresenta riscos ao praticante, cabendo a este e ao responsável pela prática tomar as devidas providências para não se colocarem em situações de risco real. Além disso, se faz necessário que outros estudos nesta temática sejam realizados, para que as informações aqui registradas sejam validadas.

5 REFERÊNCIAS
PAIXÃO, J. A. et al. Risco e aventura no esporte na percepção do instrutor. Psicologia & Sociedade, v. 23, n. 2, p. 415–425, mai./ago., 2011.
SANTOS, P. M.; MARINHO, A. Slackline e educação física: experiências do Projeto de Extensão “Lazer e Recreação”. Licere, Belo Horizonte, v. 17, n. 4, p. 306–328, out./dez., 2014.
SILVA, P. P. C.; FREITAS, C. M. S. M. Emoções e riscos nas práticas na natureza: uma revisão sistemática. Motriz, Rio Claro, v. 16, n. 1, p. 221–230, jan./mar., 2010.
VIDAL, A. P. R. M. A segurança nas atividades de ar livre e de aventura. 2011. 61 f. Dissertação (Mestrado em Educação Física e Desporto) – Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias, Lisboa, 2011.

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