Gestão da Experiência de (MEU) Lazer

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Blog do Bramante - 2011

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Amigos:

Se tiver alguém que me acompanha nestes escritos desde o início, é testemunha que afirmei, de imediato, que este era um blog com “periodicidade sem periodicidade”… Só hoje me dei conta que passa de um mês desde a última vez que escrevi por aqui, o que só reforça a idéia de que a prática aperfeiçoa a experiência, a qual se qualifica com o conhecimento, e, na melhor das hipóteses, transforma-se em um “círculo virtuoso”.

Infelizmente, O inverso é verdadeiro e tenho a impressão que essa reflexão se aplica a (quase) tudo!

Para melhor entender a complexidade do lazer – e por extensão, o gerenciamento dessa experiência – resolvi refletir como foi a minha semana passada , digamos, de sábado a sábado (14-21 de maio), especialmente devido ao meu aniversário (14/05) que, pela primeira vez, que eu me lembre, passei sem nenhum familiar por perto e muito longe de tudo e de todos: Itália. Durante quatro dias participei de reuniões para pensar sobre a vivência e a gestão de um esporte mais ético e íntegro, bandeira do Panathlon Internacional, clube de serviço esportivo que completa neste ano 60 anos. Após Porto Fino no sábado, Gênova no domingo, segunda-feira de volta ao Brasil, chegando totalmente “moído” depois de um pouco mais de 24 horas de deslocamentos entre Rapallo, onde fiquei hospedado e Sorocaba, sem contar o caos, aqui já relatado no blog anterior sobre a “Rodoviária” Internacional de Guarulhos…

Já naquela terça fomos assistir (Zeza e eu) ao filme “O Noivo da Minha Melhor Amiga”, por engano, DUBLADO (!). Recomendação: não vá! Na quarta, reiniciei as atividades físicas depois de 10 dias parado. Na quinta, missa de sétimo dia de falecimento de um amigo querido; na sexta, depois de passar o dia em São Paulo participando de reuniões com a Comissão Organizadora do 23º. Encontro Nacional de Recreação e Lazer na USP-Leste, voltei e novamente ao cinema, para assistir “Piratas do Caribe 4 – Navegando em Águas Misteriosas”: não perca! Muito divertido. Gosto do Johnny Depp nessa sequência meio doida onde a ficção possível se mistura com o impossível, mesmo que em ficção. No sábado a noite, mais um momento de “estado de graça”, com a apresentação estupenda do Nelson Ayres e Renato Braz (show “Canções da Alma”), iniciando com “Nunca”, de Lupicínio Rodrigues e “Matriz e filial”, de Lúcio Cardim e Norberto Pereira e encerrando com “Beatriz”, de Edu Lobo e Chico Buarque. Serão, creio eu, dez apresentações no Estado de São Paulo, sob o patrocínio da Companhia Siderúrgica Nacional, ou seja, de graça! Se perder o show, ouça pelo menos o CD “Perto do Coração” do próprio Nelson Ayres. Após o show, uma sopa deliciosa preparada pelos amigos Abílio e Ciça e rimos, com outros casais de mais de 40 anos de amizade, das mesmas piadas de sempre, até quase três da manhã (*).

Bem, há uma razão específica para eu ter aberto a privacidade dos meus lazeres “ao mundo”. Tente pensar como foi o seu lazer nesta semana (se você disser que não teve lazer no período de uma semana, desaconselho acompanhar este blog, pois poderá fazer mal à saúde!). Você vai constatar que também viveu uma diversidade de experiências pessoais (e/ou com outras pessoas) cuja complexidade dos seus significados torna a sua gestão senão impossível, extremamente complexa.

Portanto, concluo este texto fazendo a seguinte pergunta: qual é o grau de interesse e conhecimento que você tem, como gestor de lazer, das experiências vividas pelas pessoas fora dos domínios dos espaços de sua intervenção? É possível, minimamente, transformar-se em um facilitador (hoje na moda a palavra “coach”) de experiências de lazer, numa perspectiva sócio-educativa emancipadora, sem conhecer o perfil da vivência nos distintos conteúdos culturais de lazer das pessoas?

É extraordinário (para não dizer temeroso!) o quanto desconhecemos da vida lúdica daquelas pessoas as quais recebemos em nossos ambientes de lazer.

         Forte abraço.

Bramante

(*) Devido à deliciosa convivência do sábado à noite, ficou adiada a minha “estréia” em corridas de rua, programada para o domingo seguinte às 8 da manhã… Na gestão do lazer, conhecer o contexto para melhor compreender  a opção de escolhas é de fundamental importância!

Por Bramante
em 27-05-2011, às 20:03

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Comentários

Prof. Bramante,
Seus comentários também fazem sentido para os interventores do chamado estilo de vida saudável ou também para aqueles que atuam na promoção da atividade física especificamente. Estamos realizando uma intervenção na área da atividade física no distrito de Ermelino Matarazzo na Zona Lesta de São Paulo e temos dedicado boa parte do tempo para ouvir os participantes sejam eles profissionais da área da saúde ou usuários do SUS. Isso tem repercutido positivamente na reflexão e na atitude de todos envolvidos.
Abraços!

Por Douglas Andrade
em 19-06-2011, às 19:28.

Bramante, a tempos procuro pelo seu artigo publicado na revista licere – v.1 – n.1 – 1998 (cev)Lazer: Concepções e Significados. Ele nao está disponibilizado para leitura. Gostaria muito de cita-lo em minha dissertaçao de mestrado (Lazer nos PCNs, mas para isso preciso do arquivo. Voce poderia enviar-me em PDF?
Aguardo retorno
Att.
Celia Carneiro (Mestranda em Educaçao na UFMS/Campus do Pantanal)

Por celia carneiro
em 1-09-2011, às 16:33. 

Endereço: https://web.archive.org/web/20150425115725/http://blog.cev.org.br/bramante/2011/gestao-da-experiencia-de-meu-lazer/

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