Governança Empreendedorista e Megaeventos Esportivos: Refl Exões em Torno da Experiência Brasileira

Por: Luiz Cesar de Queiroz Ribeiro e Orlando Alves dos Santos Junior.

Os Impactos da Copa do Mundo 2014 e das Olimpíadas 2016.

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Resumo

Introdução
O Brasil vive atualmente um momento crucial de transição, no qual torna-se necessário atualizar a questão urbana e a sua tradução em modelos de planejamento e gestão das suas cidades. A acumulação urbana está sendo reconfi gurada com alterações no padrão clássico da modernização-conservadora, que sempre presidiu a inclusão do país na expansão da economia--mundo, e a realização dos megaeventos esportivos – Copa do Mundo 2014 e Olimpíadas 2016 – vem jogando papel crucial nesse processo. As cidades brasileiras estão, com efeito, sendo incluídas nos circuitos mundiais que buscam alternativas espaços-temporais para a permanente crise de sobreacumulação do capitalismo fi nanceirizado. O Brasil aparece por conter atrativas fronteiras em razão do ciclo de prosperidade e estabilidade que atravessa, combinado com a existência de ativos urbanos passíveis de serem espoliados e integrados aos circuitos de valorização fi nanceira internacionalizados. Por este motivo, pode-se observar nas cidades brasileiras um novo ciclo de  ercantilização que combina as conhecida acumulação urbana baseadas na ação do capital mercantil local com os novos circuitos de capital internacionalizados que vêm transformando as cidades em commodities. Emerge, assim, uma nova coalisão de interesses mercantis que transforma e recicla o poder urbano que vem dirigindo as cidades brasileiras como campo e objeto da aliança modernizadora-conservadora, ameaçando os avanços do projeto de reforma urbana nascido na segunda metade dos anos 1980.

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