Habitus e Práticas da Dança

Por: Silvana dos Santos Silva.

148 páginas. 2011 17/03/2011

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Resumo

O presente estudo consiste em uma pesquisa descritiva com abordagem qualitativa cujo objetivo foi investigar quais disposições e capitais influenciam adolescentes para a prática da dança na cidade de Toledo – PR. Para tanto se delimitou o campo da dança na referida cidade, identificando quais são as escolas especializadas, instituições de ensino, instituições filantrópicas, projetos sociais e grupos independentes que o constitui, bem como, verificou-se quais são as modalidades praticadas nos diferentes grupos e as faixas etárias que os mesmos atendem. A partir de um recorte específico procurou-se descrever os tipos de capitais que influenciam os agentes sociais para a prática da dança e para a escolha de diferentes modalidades, relatando os sentidos e significados que os dançarinos, como agentes sociais, atribuem à dança e discutindo o efeito da dança na incorporação de disposições e na formação do habitus dos indivíduos. Como referencial teórico-metodológico elegeu-se a teoria sociológica de Pierre Bourdieu enfatizando-se a utilização instrumental de alguns de seus conceitos tais como habitus, capital cultural, capital social, capital econômico, capital simbólico e campo que se mostraram eficazes nesta análise sociológica. A amostra constituiu-se de sessenta e oito indivíduos entre doze e dezessete anos. O instrumento de coleta de dados constituiu-se de um questionário com perguntas abertas e fechadas. A investigação revelou que a constituição das disposições artísticas para a dança e a escolha das modalidades, observadas as diferenças entre os grupos, são influenciadas pelo capital cultural, em suas três formas (incorporado, institucionalizado e objetivado), mobilizado pela família, pela mídia, pela escola, pelas práticas culturais além da dança, pela frequentação de programas culturais e pelo consumo cultural. Revelou-se ainda a influência do capital econômico por meio de investimentos financeiros e do capital social pela companhia dos amigos e dos professores nos programas culturais e a influência dos mesmos na escolha da escola de dança e em alguns casos da modalidade praticada. A influência do capital simbólico ficou evidenciada pela distinção que os diferentes grupos representam aos seus praticantes. Os resultados apontaram que os agentes enfrentam algumas dificuldades para a manutenção da prática, porém, incorporam por meio da dança novas disposições que os levam a se organizar e mobilizar esforços, inclusive de seus familiares, para manterem-se como praticantes e como apreciadores. Em relação aos sentidos e significados que os agentes atribuem à dança, todos os entrevistados atrelam a sua prática ao prazer, ao considerar que o “gostar de dançar” está ligado à sua performance como dançarinos, apontando a atividade como forma de expressão artística e de expressão humana. Entretanto, também a consideram como modo de aquisição de conhecimentos, como expressão da sociedade e como atividade de lazer.

Endereço: http://hdl.handle.net/1884/25754

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