Heterogeneidade nos Níveis de Actividade Física de Crianças dos 6 Aos 12 Anos de Idade. Um Estudo em Gémeos

Por: André Seabra, José A. R. Maia e Rui Garganta.

Revista Portuguesa de Ciências do Desporto - v.4 - n.1 - 2004

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Resumo

RESUMO Esta pesquisa pretende estabelecer a importância dos efeitos genéticos e do envolvimento na heterogeneidade dos valores de actividade física, em crianças com idades compreendidas entre os 6 e os 12 anos de idade. Com base numa amostra de 101 pares de gémeos monozigóticos e dizigóticos, foram estimadas as magnitudes das variâncias devidas a efeitos genéticos e do envolvimento nos níveis de actividade física, avaliados a partir do questionário de Godin e Shephard (11), depois de removidos os efeitos das covariáveis idade e sexo. Recorreu-se aos procedimentos habituais em estudos gemelares, como sejam o cálculo da correlação intra-classe (t) e da heritabilidade (h2). Foi utilizado o software Systat 10. Os principais resultados e conclusões sugerem: (1) o valor baixo de h2 na actividade física ligeira (34%) e intensa (24%), implicando que cerca de 1/4 das diferenças inter-individuais nos níveis de actividade física sejam devidas a efeitos genéticos; (2) o valor elevado da influência do envolvimento comum (familiar, amigos, professores e outros significantes), i.e., de 66% a 82%, e que remete para os pais, amigos e professores (de Educação Física e outros) um fortíssimo papel pedagógico na implementação de hábitos moderados a intensos de actividade física e estilos de vida mais saudáveis. Palavras-chave: heterogeneidade, gémeos, actividade física, genética, envolvimento, crianças.

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