Identificação dos Padrões de Marcha de Idosos e Jovens a Partir de Sinais de Acelerometria 

Por: Ana Carolina Passos de Oliveira.

2019 00/00/0000

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Resumo

Esta dissertação buscou avaliar o padrão de marcha de jovens e idosos a partir do sinal de aceleração a fim de identificar as principais diferenças encontradas no padrão de aceleração do grupo idoso. A comparação do sinal de aceleração entre idosos com e sem histórico de quedas também foi realizada. Para tanto, foram realizados quatro estudos experimentais. O primeiro estudo analisou a reprodutibilidade do sinal de aceleração de jovens e idosos durante a marcha em velocidade auto selecionada e máxima. Os resultados mostraram alta reprodutibilidade nos três eixos medidos, independente do grupo e velocidade, demonstrando ser uma medida confiável para análise de marcha. O segundo estudo consistiu na comparação do sinal de aceleração de jovens e idosos durante a caminhada em duas velocidades (auto selecionada e máxima) e adicionalmente avaliou o índice de simetria. Houve baixa variabilidade no padrão de aceleração, independente do grupo e da velocidade. Quando comparados os picos da curva de aceleração em relação a aceleração e ao posicionamento houve maior diferença entre os grupos na velocidade de caminhada máxima. Não foram obtidos valores que indicassem assimetria da marcha, avaliada pelo índice de simetria, independente do grupo ou da velocidade. O terceiro estudo teve como objetivo identificar o sinal de aceleração durante a caminhada em três superfícies distintas e em duas velocidades de caminhada (auto selecionada e máxima) do grupo idoso. As superfícies avaliadas foram: madeira, grama e paralelepípedo. Foi observado aumento da variabilidade do padrão de aceleração nos terrenos com características instáveis (grama e paralelepípedo), independente da velocidade de caminhada. O padrão de aceleração apresentou maior diferença na superfície grama quando comparado as demais superfícies, estas diferenças estão relacionadas à pouca informação visual sobre os elementos de instabilidade do terreno. O quarto estudo foi composto por idosos divididos nos grupos com histórico de quedas (n=8) e sem histórico de quedas (n=19), a alocação nos grupos se deu a partir do questionário de histórico de quedas. Neste estudo foi feita a comparação ponto a ponto da curva de aceleração dos grupos. O grupo com histórico de quedas apresentou maior variabilidade da marcha nos momentos em que era requerido o apoio unipodal durante a marcha em comparação ao grupo sem histórico de quedas.

Endereço: https://acervodigital.ufpr.br/handle/1884/60730

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