Idoso Ativo: Perfil e Motivos de Adesão à Prática de Exercícios Físicos

Por: A. D. Chaves, A. M. Aguillar, L. Braga, R. M. R. Simões, S. M. Castellano, T. R. S. Paulo e W. W. Moreira.

IX Congresso Internacional de Educação Física e Motricidade Humana XV Simpósio Paulista de Educação Física

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Resumo

O envelhecimento da população brasileira é um fato que provoca a seguinte indagação: Viver mais ou viver melhor? Na lógica das escolhas todo ser humano gostaria de ter uma vida longeva, saudável e com qualidade de vida. Assim é mito acreditar que o simples fato de envelhecer denota adoecer-se. A preparação da velhice através da adoção de hábitos de vida saudáveis contribui para que o idoso seja cada vez mais independente e postergue o surgimento de morbidades crônico degenerativas não transmissíveis. Assim, considerando que o comportamento fisicamente ativo é uma importante ferramenta para a busca do envelhecer melhor, o objetivo deste trabalho foi caracterizar os idosos quanto a prática regular de exercícios físicos. Trata-se de estudo transversal realizado na cidade de Uberaba-MG com 58 idosos, 54 mulheres e 4 homens com idade média de 69,4 anos participantes de grupos de exercícios físicos na cidade de Uberaba. Para a avaliação, utilizou-se um questionário estruturado com questões fechadas referentes à prática de exercícios físicos, em que procedimentos da estatística (frequência média e distribuição percentílica) foram utilizados para a análise descritiva. Em relação aos resultados, os idosos praticam exercícios físicos em média há 6,25 anos, numa frequência média de 3,37 dias por semana. Dentre os as principais modalidades praticadas pelos sujeitos revelam que, 61,9% praticam ginástica; 31,7% praticam hidroginástica e 19% caminhada, sendo que o tempo destinado para cada sessão é em média de 53,54 minutos. Os principais motivos de adesão se referem a melhorar a saúde (55,5%); a qualidade de vida (9,5%); ao bem estar (9,5%). Já em relação ao local de prática os principais ambientes são: 52% nas praças próximas às unidades básicas de Saúde, 30% na Unidade Atenção ao Idoso e 18% em clubes e academias, sendo que os principais benefícios percebidos são melhora da saúde geral, melhor disposição e maior mobilidade. Outro dado relevante é que 81% dos sujeitos não apresentam dificuldades para vivenciar os exercícios físicos propostos pelas modalidades que escolheram. Dessa maneira o perfil dos idosos ativos avaliados demonstra que os mesmos percebem resultados na vida e na saúde facilitando assim para a permanência dos mesmos nas modalidades. A saúde é o principal foco do idoso na busca do exercício físico de modo que a oferta das diferentes modalidades para as pessoas idosas deve se pautar nos pressupostos do respeito ao corpo possível bem como na orientação específica e rigorosa quanto aos marcadores biológicos que auxiliam para a intensidade das sessões de maneira segura e eficiente. Conclui-se que é de suma importância perceber o universo do idoso ativo para o desenvolvimento de políticas públicas que contemplem múltiplas possibilidades de acessibilidade e garantia do direito de se exercitar com qualidade e orientação. Afinal, envelhecer se exercitando é um direito de todos. 

Endereço: http://www.periodicos.rc.biblioteca.unesp.br/index.php/motriz/article/view/10060/10060

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