Idosos de Ilpis : Análise da Capacidade Funcional e Aptidão Funcional

Por: Aline Huber da Silva.

2009

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Resumo

Esta dissertação teve como objetivo verificar a relação entre a capacidade funcional e a aptidão funcional de idosos institucionalizados. Trata-se de um dos objetivos específicos da pesquisa nacional, intitulado “Instituições de Longa Permanência para Idosos de baixa renda: proposta de modelo básico de assistência multidimensional”, cujo objetivo é construir uma proposta de modelo de atendimento multidimensional para as ILPIs e promover intercâmbio interinstitucional em diferentes regiões do país (Florianópolis/SC, Ribeirão Preto/SP, Porto Alegre/RS, Jequié/BA, Passo Fundo/RS, Rio Grande/RS). O estudo caracterizou-se como sendo transversal do tipo descritivo. A população foi composta por 377 idosos de 6 ILPIs, uma em cada cidade de realização da pesquisa, a amostra foi obtida de forma nãoprobabilística, intencional e por voluntariado, composta por 92 idosos (39 homens e 53 mulheres), residentes nas instituições, tendo como critérios de exclusão: ser cadeirante, acamado e/ou possuir grau de dependência III. Foram usados como instrumentos de coleta de dados: ficha de identificação da instituição, ficha de identificação do idoso, bateria de testes da American Alliance for Health, Physical Education, Recreation and Dance (AAHPERD) e, a Escala de Katz. A bateria da AAHPERD sofreu algumas adaptações a partir do estudo piloto, sendo a principal delas, a troca do teste de meia-milha para avaliar a resistência aeróbia geral pelo Teste de Caminhada de 6 minutos. Os dados foram analisados através da estatística descritiva, teste de normalidade, cálculo de escores percentis, análise de variância – ANOVA, teste de Kruskal Wallis, teste U de Mann-Whitney e teste de correlação de Spearman. Os idosos apresentaram média de idade de 78,78 anos e tempo médio de institucionalização de 7 anos, na sua maioria eram solteiros (56,5%), com baixa escolaridade (80,5%) e, nenhum praticava exercícios físicos. As doenças mais prevalentes foram as do aparelho circulatório (66,3%). A única variável que apresentou diferença estatisticamente significativa entre os âmbitos regionais nordeste, sudeste e sul, foi a escolaridade (p<0,001). Com relação a aptidão funcional, a maioria dos idosos foi classificada com Índice de Aptidão Funcional Geral (IAFG) entre regular e bom (66,9%). Entre os âmbitos regionais houveram diferenças somente para as aptidões agilidade e equilíbrio dinâmico (p=0,015) e resistência aeróbia (p=0,003). O IAFG não apresentou diferença estatisticamente significativa entre os âmbitos regionais (p0,5). Quanto à capacidade funcional, a maioria dos avaliados foi classificada como independente (71,7%) e, não houve diferença com relação à dependência entre os âmbitos regionais (p0,7). Foi encontrada uma associação negativa moderada entre a capacidade funcional e a aptidão funcional no âmbito nacional (ρ=-0,4; p=0,001) e em todos os âmbitos regionais, com exceção do sudeste. Também se encontrou associação entre a aptidão funcional e a idade (ρ=-0,2; p=0,036). Na rotina das ILPIs não há nenhuma restrição com relação ao idoso independente realizar suas AVDs. O quadro de funcionários especializados é escasso. E, nenhuma das instituições proporciona algum tipo de programa de exercícios físicos para seus residentes. Concluiu-se que, é possível avaliar componentes da aptidão funcional a fim de verificar os deficitários para trabalhá-los e proporcionar melhora na capacidade funcional; que são necessárias estratégias para suprir a deficiência no quadro de profissionais das ILPIs e; é preciso implementar programas de exercícios físicos nas ILPIs para proporcionar um envelhecimento mais saudável possível para os idosos institucionalizados.

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