Impacto da Atividade Física Sobre o Risco Cardiovascular na População Adulta de Vitória-es

Por: Christine Pereira Gonçalves, Eduardo Miranda Dantas, Elaine Cristina Viana, José Geraldo Mill, Marcelo Perim Baldo, Maria Del Carmen Bisi Molina, Sérgio Lamêgo Rodrigues e Wellington Lunz.

Revista Brasileira de Ciência & Movimento - v.18 - n.3 - 2010

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Resumo

A atividade física (AF) regular é considerada hábito de vida saudável por reduzir o risco de doenças cardiovasculares. Entretanto, há poucos estudos neste sentido realizados em amostras populacionais. Avaliar o impacto da AF de lazer (AFL), ocupacional (AFO) e mista (AFLO) sobre o risco cardiovascular medido pelo escore de Framingham (EF) na população adulta (25-64 anos) de Vitória. Métodos: Estudo transversal em amostra probabilística (N=1.663; ambos os sexos). Os dados foram coletados em questionário, avaliação clínica e laboratorial (coleta de sangue). A estimativa de gasto calórico semanal em AFL, AFO e AFLO foi feita por entrevista e 4 grupos foram constituídos: Sedentário, AFL, AFO e AFLO. Análises de variância e covariância, e testes qui-quadrado e Mantel-Haenszel foram usados para análise estatística. O grupo AFO apresentou valores inferiores para % gordura (%G), colesterol total (CT) e LDL comparado ao grupo Sedentário. A prevalência de tabagismo foi menor nos grupos AFL (11,5%) e AFLO (10,2%), e maior nos grupos Sedentário (26,4%) e AFO (30,2%). EF e o risco (%) de desenvolvimento de doença arterial coronariana em 10 anos (risco DAC) não ajustados foram menores no grupo AFO (EF= 3; 2,65±6,20; risco DAC= 4; 6,79±6,68%; mediana; média±DP) comparado ao Sedentário (EF= 5; 3,85±7,07; risco DAC= 6; 8,41±7,74%). Entretanto, após ajuste para idade e CT, o EF e o risco DAC foram menores no grupo AFL (EF: 2,54±4,18; risco DAC: 6,55±5,29%; média±DP) comparado aos grupos Sedentário (EF: 3,50±4,17; risco DAC: 8,05±5,33%) e AFO (EF: 4,09±4,19; risco DAC: 8,08±5,35%), evidenciando que as variáveis CT e idade foram as principais determinantes das diferenças iniciais em favor do grupo AFO. O estudo mostra impacto positivo da AF de lazer ou laboral na redução do risco cardiovascular populacional.

Endereço: http://portalrevistas.ucb.br/index.php/RBCM/article/view/2043

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