Resumo

A Síndrome de Potocki-Lupski (PTLS) é caracterizada pela duplicação de uma região do cromossomo 17p11.2. Apresenta manifestações cognitivas e comportamentais, tais como deficiência intelectual, atrasos no desenvolvimento, comprometimento da fala e linguagem, desatenção e hiperatividade na primeira infância, características autísticas, anomalias cardiovasculares, anormalidades musculoesqueléticas como hipotonia, déficit de crescimento e atraso no desenvolvimento. O uso da música como instrumento terapêutico pode promover a neuroplasticidade, possibilitando a ativação de novos circuitos neurais em diversas regiões encefálicas, contribuindo para a melhoria do desempenho de habilidades sociais, emocionais, cognitivas e motoras causadas pela síndrome. Assim, a música pode ter um importante papel na recuperação funcional do sistema nervoso central, entretanto, os mecanismos neuroplásticos envolvidos ainda permanecem pouco esclarecidos. Objetivos: Avaliar a influência da Musicoterapia como facilitadora da neuroplasticidade em alterações cognitivas, motoras e comportamentais. Referencial teórico: A síndrome de Potocki-Lupski foi descoberta recentemente (2007) e é uma síndrome rara, com menos de 100 casos reportados. Além da duplicação da região 17p11.2, engloba o gene RAI1. A musicoterapia é uma abordagem de tratamento que promove experiências relacionais a partir de expressões e interesses da pessoa. Materiais e métodos: Pesquisa qualitativa. Relato de caso de uma aluna de um Centro de Ensino Especial em Brasília/DF. Será realizada avaliação físico-funcional e de sua história musical, em setting musicoterápico, para que após escolha da técnica musicoterápica, intervenções possam ser iniciadas. Em termos de intervenções, faz abordagens centradas na pessoa, usando canções, improvisação, ouvir música ou combinações de ambas técnicas. Serão realizadas 2 sessões por semana por um período de 10 semanas. A intervenção será filmada e haverá um relatório das sessões. Resultados esperados: Trata-se de pesquisa em andamento, portanto, espera-se que a musicoterapia proporcione efeitos neuroquímicos e altere níveis de neurotransmissores no cérebro, podendo refletir na capacidade de regular humor e comportamento. Acredita-se em seu poder de melhorar habilidades de atenção seletiva e respostas cerebrais. Conclusão: Com base em estudos prévios e nessa proposta, presume-se que a Musicoterapia traga impacto positivo, perante as implicações observadas na Síndrome de Potocki-Lupski, contribuindo assim, para maior embasamento científico diante dessas temáticas

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