Impacto de Diferentes Intensidades no Treinamento de Flexibilidade Sobre as Propriedades Biomecânicas, Sensoriais e Estruturais da Unidade Músculo-tendão

Por: Sara Andrade Rodrigues.

109 páginas. 2020 28/09/2020

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.Resumo

A flexibilidade é um componente importante do desempenho físico, sendo determinante no processo de reabilitação e para o bom rendimento em várias modalidades esportivas. Diferente de outras capacidades físicas, pouco se sabe sobre o impacto da manipulação de diferentes intensidades de treinamento, e suas formas de controle, para potencializar as adaptações biomecânicas, sensoriais e estruturais ao treinamento. Assim, os objetivos do presente estudo foram comparar o efeito de 12 semanas de treinamento de flexibilidade dos músculos posteriores da coxa em intensidades de alongamento baixa e alta nas variáveis amplitude de movimento máxima (ADMmáx), torque máximo (torquemáx), ADM na primeira percepção de alongamento (ADMPPDA), rigidez, energia e comprimento do fascículo e comparar o efeito do controle quantitativo e qualitativo das duas intensidades nas mesmas variáveis citadas. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal de Minas Gerais. Participaram do presente estudo 39 indivíduos do sexo masculino, com idade entre 18 e 35 anos, sem histórico de treinamento de flexibilidade ou força há pelo menos 6 meses. Os voluntários foram divididos em três grupos: Controle, Intensidade Baixa (ADMPPDA) e Intensidade Alta (ADM85%). Todos os voluntários passaram por um registro inicial dos níveis de flexibilidade e do comprimento do fascículo (baseline) e foram alocados de maneira balanceada em seus respectivos grupos (balanceamento realizado pela idade e prática de atividade física). Após essa divisão, os grupos de treinamento realizaram 6 séries de 30s de alongamento dos músculos posteriores da coxa, nas intensidades ADMPPDA ou ADM85%, 3 vezes por semana, por 12 semanas, no aparelho Flexmachine, sendo que um dos membros inferiores fez o controle da intensidade de forma quantitativa e o outro de forma qualitativa. A cada três semanas os voluntários foram reavaliados quanto às medidas de flexibilidade para ajuste da intensidade absoluta. Ao final das 12 semanas todos os voluntários foram reavaliados quanto à flexibilidade e ao comprimento do fascículo. A ANCOVA mostrou que, no pós-teste, as variáveis ADMmáx, torquemáx, ADMPPDA e comprimento do fascículo foram maiores nos grupos de treinamento comparados ao grupo Controle e a energia foi menor nos grupos de treinamento comparados ao grupo Controle. Além disso, a ADMmáx e o torquemáx foram maiores no grupo Intensidade Alta comparado ao grupo Intensidade Baixa. Apenas para a variável ADMPPDA o controle qualitativo apresentou valores maiores do que o controle quantitativo, mas com tamanho de efeito trivial (0,19). A rigidez não apresentou alteração após a intervenção. Desta forma, podemos concluir que a intensidade modula as adaptações do treinamento de flexibilidade, sendo que uma intensidade alta leva a valores de flexibilidade, pós intervenção, maiores do que uma intensidade baixa. Além disso, o controle da intensidade de maneira quantitativa levou às mesmas adaptações que o controle qualitativo.

Endereço: https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.xhtml?popup=true&id_trabalho=10614622

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