Impactos de Uma Estratégia de Jejum Intermitente Associada a Treinamento de Endurance na Composição Corporal e Desempenho Físico de Ratos Wistar

Por: Ruan Carlos Macêdo de Moraes.

2016 19/02/2016

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Resumo

A utilização de estratégias de emagrecimento para controle da composição corporal é bastante utilizada em esportes de alto desempenho em que o controle do peso é primordial para o bom desempenho atlético. Além disso, a prevenção e o tratamento de doenças crônicodegenerativas e seus fatores de risco são recomendados sempre através de aumento do nível de atividades físicas e controle alimentar. Dentre as práticas de controle alimentar, vem se destacando o uso do jejum intermitente. Entretanto, pouco se sabe sobre os efeitos do jejum intermitente em praticantes de atividades físicas e atletas. Assim, o objetivo deste estudo foi avaliar o efeito do treinamento de endurance associado à prática do Jejum Intermitente em aspectos metabólicos do desempenho físico, composição corporal e equilíbrio redox de ratos Wistar adultos. Para tanto, utilizou-se 26 ratos divididos em 4 grupos: Jejum Intermitente (JI) N=7, Jejum Intermitente + Exercício (JI+EX) N=7, Exercício (EX) N=6 e Controle (CON) N=6. Os animais foram submetidos a 6 semanas de treinamento de natação durante jejum diário de 18 horas. Ao final do período experimental os ratos do grupo JI+EX obtiveram maior desempenho no teste de carga progressiva em relação aos grupos CON e JI sem alterações no lactato do ponto de fadiga. Como adaptação ao treinamento em JI, também houve um aumento da atividade de citrato sintase no grupo JI+EX em relação aos grupos EX e CON. Também foi encontrado um aumento no acúmulo de gordura intramuscular no grupo JI+EX comparado com o grupo CON e ao grupo JI. Os animais do grupo JI+EX apresentaram menor massa magra ao compará-los com os animais CON e EX, porém, sem alterações no consumo alimentar. Ao avaliar a eficiência alimentar, os grupos JI e JI+EX tiveram menor eficiência alimentar em comparação com os grupos que não realizaram JI. Quando avaliada a composição corporal, o grupo JI apresentou um menor percentual do conteúdo de proteínas e maior de lipídeos em relação aos grupos EX e JI+EX; também foi encontrado uma maior massa relativa do Tecido Adiposo Marrom (TAM) dos animais JI e JI+EX tanto em relação aos CON quanto ao grupo EX. Nas análises relacionadas ao metabolismo hepático, foi encontrado um aumento dos colesteróis HDL no grupo JI+EX e ao avaliar parâmetros relacionados á atividade oxidante, o grupo JI apresentou maior peroxidação lipídica e maior carbonilação proteica em relação ao controle, enquanto os grupos que realizaram exercício apresentaram uma menor carbonilação proteica que os animais CON. Assim, foi observado que ao realizar exercício de endurance somado ao JI, os animais obtiveram um maior ganho de desempenho físico que parece ser sido a partir de adaptações metabólicas que permitiram maior utilização de energia quando necessário, como uma maior disponibilidade de colesterol HDL e maiores estoques de lipídeos no músculo esquelético. Também pôde-se perceber que o JI mostrou-se uma estratégia metabolicamente danosa, visto o grande desequilíbrio redox encontrado no fígado dos animais submetidos à estratégia. Porém, pudemos observar também o efeito benéfico encontrado na combinação dessa estratégia com o exercício de endurance no período de jejum.

Endereço: http://bdtd.uftm.edu.br/handle/tede/229

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