Implementação dos Currículos de Educação Física na Rede Municipal de São Paulo: a Visão dos Docentes de Educação Física e Gestores Sobre as Suas Dificuldades

Por: D. T. Maldonado e S. A. P. D. S. Silva.

IX Congresso Internacional de Educação Física e Motricidade Humana XV Simpósio Paulista de Educação Física

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Resumo

O objetivo desse estudo foi analisar e comparar, de acordo com o tempo de formação, de atuação profissional e de atuação na escola, a percepção dos docentes de Educação Física e dos gestores (coordenadores pedagógicos, auxiliares de diretores e diretores) sobre os fatores que dificultam a implementação dos currículos de Educação Física nas escolas da rede municipal de ensino de São Paulo situadas na zona leste da cidade. A coleta de dados foi realizada com 79 docentes de Educação Física e 56 gestores de 37 escolas que se manifestaram sobre 43 fatores que costumam influenciar na implementação dos currículos de Educação Física. Cada profissional julgou e classificou os fatores apresentados numa escala de 1 a 7, cujos extremos são: 1 - Dificulta extremamente e 7 - Facilita extremamente. Os dados foram submetidos à análise estatística com o auxílio do software SPSS, versão 21.0. Os resultados foram apresentados com frequência, porcentagem, média e desvio padrão. Foi utilizado o teste U de Mann-Whitney com nível de significância de 5% para comparar a pontuação dos fatores intervenientes na percepção dos diferentes grupos de professores. Os fatores considerados de dificuldade extrema pelos profissionais entrevistados foram: alteração da função social da escola, falta de condições para a educação inclusiva, formação continuada oferecida pela rede inadequada e reorientação curricular sem consultar os docentes. Os fatores que dificultam muito foram: remuneração do professor, postura inadequada dos alunos com os estudos, jornada de trabalho extensa, número excessivo de alunos por turma, pouca participação da família na vida escolar, transferência de alunos durante o semestre letivo, indisciplina dos alunos, falta de espaços de lazer próximos da escola, descontentamento profissional, influências climáticas para as aulas, dificuldade dos alunos com os conteúdos, diálogo entre médico e professor inadequado e visão da comunidade escolar sobre a EF. Os fatores que dificultam pouco foram: inexistência de cuidadores na escola, relação da escola com a comunidade inadequada, resistência dos professores com novos currículos, falta de respeito à diversidade cultural na escola, relação interpessoal entre os alunos conturbada, Educação Física atrapalhar as outras aulas, trânsito para chegar até a unidade escolar e trabalho em conjunto entre as disciplinas insuficiente. A maioria dos fatores não apresentou diferença estatística na percepção dos profissionais da educação com diferentes tempos de formação, experiência de rede municipal ou de escola, o que evidencia que todos os docentes e gestores pesquisados percebem os mesmos aspectos no seu cotidiano de atuação. O estudo recomenda que o poder público analise cuidadosamente

Endereço: http://www.periodicos.rc.biblioteca.unesp.br/index.php/motriz/article/view/10060/10060

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