Impulsão Dinâmica da Transposição da Barreira. Alterações na Capacidade de Produção Mecânica do Complexo Músculo-tendinoso Provocadas Pela Instalação da Fadiga

Por: Antônio Veloso, Maria João Valamatos, Maria José Valamatos e Pedro Mil-homens Santos.

Revista Portuguesa de Ciências do Desporto - v.5 - n.1 - 2005

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Resumo

RESUMO O objectivo do presente estudo foi avaliar a natureza das alterações na capacidade de produção mecânica do complexo músculo- tendinoso, na fase de impulsão da transposição da barreira, induzidas pela aplicação de um protocolo de fadiga específico à prova de 400 metros barreiras. Sete barreiristas de elite nacional (idade: 24.43 ± 5.68 anos; altura: 1.82 ± 0.06 m; massa: 71.79 ± 5.84 Kg; melhor marca 400mB: 51.55 ± 1.72 s) participaram neste estudo. A acção de transposição da barreira foi filmada com uma câmara de alta velocidade (Redlake PCI1000), que permitiu o cálculo das coordenadas bidimensionais das articulações do membro inferior. Para estimar as alterações de comprimento dos complexos músculo-tendinosos durante a fase de impulsão da transposição da barreira foram utilizadas as equações de regressão adaptadas de Jacobs et al. (14). Uma plataforma de forças tridimensional foi instalada na pista, e as forças de reacção ao apoio (Fz, Fy e Fx) foram registadas a uma frequência de 1000 Hz e sincronizadas com o registo de vídeo. Estes procedimentos foram repetidos antes e após a aplicação do protocolo de fadiga. As diferenças entre condições foram testadas por T-Test para amostras emparelhadas. Os principais resultados mostraram que em condições de fadiga existe um aumento significativo da perda de velocidade horizontal do Centro de Gravidade (CG) (p<.05). Este facto está associado ao aumento significativo do tempo de apoio (p<.001), quer do tempo da fase de amortização (p<.01), quer do tempo da fase de propulsão (p<.05). Contudo, as forças de reacção ao apoio não registaram alterações significativas, embora tenham demonstrado uma tendência para diminuir em situação de fadiga. O aumento da duração da fase de apoio associado a alterações no comportamento angular e, consequentemente, na dinâmica muscular sugerem uma diminuição do stiffness e potência musculares em situação de fadiga. Palavras-chave: atletismo, 400 metros barreiras, cinemática, cinética, fadiga, ciclo muscular de alongamento-encurtamento (CMAE).

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