Incidência de Lesões Musculoesqueléticas em Atletas de Futebol de 13 a 18 Anos de Idade

Por: Alethéa Gomes Nardini Araújo.

III Congresso de Ciência do Desporto

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Introdução: Está se tornando cada vez mais frequente crianças e adolescentes realizarem um treinamento de forma mais intensa no esporte, o que leva ao encorajamento de esforços excessivos, provocando um crescente número de lesões que podem acarretar consequências para a vida adulta.

 Objetivo: Determinar a incidência de lesões musculoesqueléticas em atletas jovens que atuam em clubes profissionais de futebol na faixa etária entre 13 e 18 anos de idade.

 Metodologia: Aplicação de um questionário em 58 atletas de clubes profissionais, 35 atletas da Associação Desportiva São Caetano e 23 da Associação Portuguesa de Desportos.

 Resultados: Segundo informações colhidas, 38 % dos atletas não tiveram queixas musculoesqueléticas e 62% já foram acometidos por alguma lesão. Os atletas de 15 anos foram os que mais apresentaram lesões (25%). A lesão mais comum encontrada foi entorse de tornozelo (18%). A maior incidência de lesão ocorreu nos atletas de meio campo (40%). A coxa foi a região anatômica mais acometida (38%), seguida das lesões no joelho (28%). As lesões musculares são as mais frequentes (38%). Na análise da gravidade da lesão, a maior incidência foi lesão de grau I (31%) e a menor incidência foi lesão de grau IV (20%).

 Conclusão: Concluímos que 62% dos atletas entrevistados apresentaram algum tipo de lesão musculoesquelética, o que caracteriza um índice importante que comprova o grande papel da intervenção da Fisioterapia na prevenção destas lesões.

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