Indicadores Antropométricos de Excesso de Gordura Corporal em Mulheres

Por: e .

Revista Brasileira de Medicina do Esporte - v.12 - n.3 - 2006

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Resumo

O objetivo deste estudo foi determinar a sensibilidade, a especificidade e a concordância entre dois indicadores de excesso de gordura em mulheres. Foram avaliadas 65 mulheres (50-77 anos de idade), com massa corporal média de 70,3 ± 11kg, estatura de 158,0 ± 5,5cm, permitindo o cálculo do índice de massa corporal (IMC) e do recíproco do índice ponderal (RIP). O percentual de gordura, mensurado através da absortometria radiológica de dupla energia (%GDEXA), foi utilizado como o método de referência. A estatística descritiva, a correlação de linear de Pearson (r) e o índice de Kappa (k) foram utilizados para análise dos dados. O IMC, o RIP e o %GDEXA apresentaram escores médios de 28 ± 4,2kg.m-2; 38 ± 1,9cm.kg-1/3; e 38,1 ± 6,0%, respectivamente. A prevalência de excesso de gordura foi de 89,2% para o %GDEXA. O RIP e o IMC apresentaram prevalências de excesso de gordura de 83,1% e 73,8%, respectivamente. Os coeficientes de correlação linear de Pearson entre %GDEXA e o RIP (r = -0,76) e entre %GDEXA e o IMC (r = 0,72) foram significativos (p < 0,01). O índice de Kappa identificou associação de k = 0,31 entre as medidas de %GDEXA e IMC, e de k = 0,48 entre %GDEXA e RIP. Os indicadores antropométricos apresentaram índices de sensibilidade e especificidade altos (IMC = 79,3% e 71,4%; RIP = 90% e 71,4% respectivamente). A análise através da curva ROC (receiver operator characteristic curve) apresentou áreas sobre a curva de 0,80 para o IMC e de 0,83 para o RIP que não diferiram significativamente (p < 0,05). Os pontos de corte de 26,2kg.m-2 para o IMC e 39,3cm.kg-1/3 para o RIP demonstraram a melhor relação entre sensibilidade e especificidade na identificação de excesso de gordura. Assim, conclui-se que os indicadores antropométricos analisados não diferem em relação à identificação de excesso de gordura e que ambos apresentam valores de sensibilidade e especificidade altos na avaliação do excesso de gordura em mulheres acima de 50 anos de idade.

Endereço: http://www.scielo.br/pdf/rbme/v12n3/v12n3a02.pdf

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