Indicadores de Desempenho Técnico-tático e Biomarcadores em Atletas de Categorias de Base no Voleibol de Praia

Por: Yago Pessoa da Costa.

74 páginas. 2018 16/08/2018

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Resumo

Em esporte de rede, como o voleibol de praia, o desempenho técnico-tático é fundamental para o sucesso; no entanto, o grande número de variáveis dificulta a generalização. Além disso, o sucesso no jogo não deve ser entendido apenas pelo desempenho técnico-tático, podendo ser influenciado por hormônios. Assim, a testosterona e o cortisol têm bastante destaque, pela relação com a produção de potência, relações sociais e estresse. Desta forma, o objetivo foi analisar o desempenho por meio de indicadores técnico-táticos e biológicos em atletas de categorias de base no voleibol de praia. Participaram do estudo 16 atletas, masculinos, com idade média 17 ± 2,44 anos. Cada dupla foi submetida a um jogo, seguindo as regras oficiais, sendo avaliados quanto ao desempenho no jogo e as respostas para testosterona, cortisol e razão T:C, verificados pela saliva por Elisa. Os dados foram apresentados em média, desvio-padrão e distribuição de frequência, de acordo com a necessidade, assim como comparados por teste t de student independente, Anova one e two-way, com o post hoc sidak. Além disso, utilizou-se a correlação de Pearson, tendo significância de p? 0,05 para todos os testes. Em relação ao desempenho técnico-tático, o ataque pós-defesa mostrou-se como principal indicador de desempenho, seguido pelo ataque. Já para com os biomarcadores, não houve diferença do treino para o dia da competição para nenhuma das variáveis (p? 0,05). Em adição, não foi encontrada diferença significativa entre os atletas vencedores e perdedores, porém o cortisol correlacionou-se negativamente ao desempenho do ataque (r= -0,542, p= 0,030; moderado), e a razão T:C no início do jogo e final do primeiro set correlacionou-se positivamente a eficácia de saque (r= 0,646; p= 0,007; r= 0,612; p= 0,012, respectivamente; moderado). O cortisol eleva-se em decorrência do jogo; além disso, o desempenho técnico-tático de saque e o ataque melhoram em decorrência da testosterona, porém em condições de cortisol mais baixo. Adicionalmente, o cortisol prejudica o ataque. 

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