Indicadores de Saúde e Atividade Física em Idosos Atendidos Pela Estratégia de Saúde da Família do Município de Parintins/AM

Por: A. Canto, I. F. Freitas Jr., S. F. S. Santos, S. M. Castellano e T. R. S. Paulo.

IX Congresso Internacional de Educação Física e Motricidade Humana XV Simpósio Paulista de Educação Física

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Resumo

O envelhecimento se refere a fenômenos fisiológicos, funcionais, sociais e psicológicos, que agem em todos os seres vivos e a atividade física é um comportamento que contribui para que o idoso envelheça com saúde e qualidade de vida. Este estudo objetivou analisar a relação do nível de Atividade Física com as características sociodemográficas e de saúde de idosos vinculados a Estratégia de Saúde da Família em Parintins/AM. Trata-se de um estudo de campo, de natureza quantitativa, do tipo descritivo. A amostra foi composta por 44 idosos, com 60 anos e mais, cadastrados na Estratégia de Saúde da Família em Parintins/AM. Utilizou-se como instrumentos um questionário semi-estruturado, o IPAC (Questionário Internacional de Atividade Física) e o questionário de avaliação da capacidade funcional. Para a análise dos dados utilizou-se o programa estatístico Medcalc. Os resultados encontrados foram: 50% dos idosos são do sexo feminino e 50% do masculino; a média de idade foi 68,6 anos (± 2,89). Em relação à escolaridade, observa-se que os idosos com baixa anos de estudos somam 65,9% e 95,4% vivem com outras pessoas, ou seja, não moram sozinhos. 61,4% dos idosos declararam-se com saúde em estado regular ou ruim (saúde negativa). 75% da amostra relataram a presença de algum tipo de doença crônica degenerativa não transmissível, com elevado consumo de medicamentos de uso contínuo (70,4%), 84,1% dos idosos são considerados independentes para realizar suas atividades básicas da vida diária. Em relação ao nível de Atividade Física 79,6%, foram considerados fisicamente ativos (>150 min/ sem) e 20,4% idosos considerados inativos fisicamente. Em relação à associação do nível de atividade física com as características sociodemográficas, observou-se uma associação significativa com a renda familiar, com à percepção de saúde e morbidade autorreferida, ou seja, quanto maior a renda, percepção negativa da saúde e presença de doença crônica, maior o nível de atividade física. Os resultados encontrados permitiram evidenciar que os idosos participantes deste estudo são em sua maioria fisicamente ativos, independentes para realizar suas atividades básicas da vida diária, porém eles têm percepção negativa de sua saúde. A pesquisa apresentou algumas limitações, sendo elas: amostra pequena, o delineamento de corte transversal dificulta o avanço em análises temporais dos fatores estudados, em virtude do viés de causalidade reversa, não permitindo encontrar relação de causalidade; os resultados das medidas autorrelatadas podem ter tido alguma influência de fatores culturais e sociais, como é o caso da baixa escolaridade da amostra estudada. Por outro lado, estes resultados podem ser explicados de acordo com a literatura, pois a saúde também engloba diversas questões subjetivas, que vão desde os aspectos biológicos, emocionais, sociais e financeiros, sendo necessário estudos mais aprofundados. 

Endereço: http://www.periodicos.rc.biblioteca.unesp.br/index.php/motriz/article/view/10060/10060

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