Índice de Massa Corporal e Relação Cintura/Quadril em Praticantes Regulares de Atividade Física, com Idade Igual ou Superior a 50 Anos

Por: Ana Paula Martins Vicentin, Claudinei Ferreira dos Santos, Ivana C. M. Silva, Juliana Martuscelli da Silva Prado, , Rosane Carvalho, Suzete dos Anjos Calvete e Vera Aparecida Madruga Forti.

XI Congresso de Educação Física e Ciências do Desporto dos Países de Língua Portuguesa

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Resumo

O Índice de Massa Corporal (IMC) e a Relação Cintura /Quadril (RCQ) são medidas relacionadas com o desenvolvimento/agravamento de doenças crônicas e incapacidade.Objetivo: Descrever os valores de IMC e RCQ em indivíduos de 50 anos ou mais, praticantes de exercício fisico na cidade de Campinas/SP, com freqüência e duração mínimas de 2 vezes/semana, 30minutos/sessão.Metodologia: 997 pessoas, 249 Homens(H) e 748 Mulheres(M), entre 50 e 86 anos(63,35±7,81). 54.66% praticavam mais de uma modalidade de exercício. Para análise dos dados utilizou-se a estatística descritiva. Resultados: Baseando-se em RIKLI e JONES (1999), 1,61% dos H(n=4), tiveram um IMC<20kg/m2(abaixo do normal), contra 2,27% das M(n=17). Com IMC de 20 a 25kg/m2(normal), 24,90% dos H(n=62), contra 28,21% das M(n=211). Com IMC acima de 25kg/m2(sobrepeso-risco à saúde),os homens foram 73,49%(n=183) e as mulheres 69,52%(n=520). Na RCQ, os padrões de referência de HEYWARD e STOLARCZYK (2000) indicam zona de risco alto ou muito alto para o desenvolvimento de patologias. Na faixa etária de 50-59 anos, 32H(29,90%) e 87M(35,22%) apresentaram risco alto;08H(7,48%) e 70M(28,34%) risco muito alto e 67H(62,62%) e 60 anos,≥90M(36,44%) fora das faixas de maior risco. Na faixa etária 26H(18,31%) e 189M(37,72%) apresentaram risco alto; 32H(22,54%) e 156M(31,14%) apresentaram risco muito alto e 84H(59,15%) e 156M(31,14%) fora das faixas de maior risco.Conclusões: A maior parte da amostra(73,49%H e 69,52%M),mostrou maior risco para doenças/perdas funcionais. O padrão de referência para RCQ fornece dados até 69 anos. Portanto, agrupamos as pessoas de 60 anos ou mais utilizando o padrão etário 60-69 anos. Os H mostraram melhores resultados, com a maioria fora da zona de risco para doenças crônicas. Nas M, principalmente acima de 60 anos, os valores indicaram risco alto ou muito alto para patologias. O percentual de H com sobrepeso foi maior em relação às mulheres, mas com melhor distribuição de gordura, podendo significar maior proteção para os homens em relação à mortalidade e doenças crônicas.

Endereço: http://citrus.uspnet.usp.br/eef/uploads/arquivo/62_Anais_p235.pdf

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