Influência da Eletroacupuntura na Percepção da Dor, Desempenho Funcional, Temperatura Local e Mediadores Inflamatórios Plasmáticos de Pacientes Portadores de Dor Lombar Crônica Atendidos Pelo Sus

Por: Ravena Carolina de Carvalho.

58 páginas. 2016 21/03/2016

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Resumo

Introdução. A dor lombar crônica configura como uma das condições mais incapacitantes e terapeuticamente desafiadoras que acomete a população. Para tratamento da dor lombar, diversas técnicas têm sido empregadas, dentre elas, a eletroacupuntura (EA). Tal técnica é um método não farmacológico que associa acupuntura e estimulação elétrica no acuponto e promove a liberação de neurotransmissores que atuarão direta ou indiretamente na dor. Objetivos. Avaliar os efeitos da EA sobre o limiar nociceptivo e a capacidade funcional de pacientes com dor lombar crônica de origem inespecífica. Método. Foi realizado um estudo quase-experimental com uma sessão semanal de EA em um grupo composto por 20 indivíduos que foram avaliados em três momentos, antes do início do tratamento (AV1), após uma semana (AV2) e após um mês (AV3). As avaliações constaram de: a) Escala Visual Analógica de Dor (EVA); b) Questionário de dor McGill; c) Questionário Roland-Morris Brasil (QRM-Br); d) algometria de pressão; e) termografia; f) eletromiografia (EMG) e; g) coleta de sangue para mediadores inflamatórios (TNF-α e IL-6). As sessões de EA tiveram uma frequência de uma vez na semana, por quatro semanas, 2 Hz por 20 minutos nos acupontos (BP6, B23, B31, B32 e B33). Para análise estatística foi utilizada a ANOVA de medidas repetidas seguida do pós-teste de Bonferroni. Resultados. Os indivíduos apresentaram uma redução na média do índice da EVA de 7,30 na AV1 para 6,65 na AV2 e 4,35 na AV3( F2,59= 15,43, p<0,05); no índice de McGill de 14,55 na AV1 para 13,10 na AV2 e 9,35 na AV3 (F2,59= 5,75, p<0,05); no QRM-Br de 10,15 na AV1 para 8,65 na AV2 e 5,95 na AV3 (F2,59= 2,95, p<0,05); na algometria de pressão aumento da média na AV1 de 5,58 e 5,29, do lado direito e esquerdo respectivamente, para 8,63 e 8,34 na AV2 e 12,15 e 11,43 na AV3 (F5,119= 15,97); na EMG um aumento de 50% na contração isométrica em AV3 e; na termografia e avaliação dos mediadores inflamatórios (TNF-α e IL-6) não houve diferença estatisticamente significativa entre as avaliações. Conclusão. Nossos dados indicam que a EA de 2 Hz nos acupontos BP6, B23, B31, B32 e B33, reduz os índices de percepção de dor (EVA e McGill), melhora a capacidade funcional da coluna lombar (QRM-Br), aumentam o limiar de pressão na algometria e, atividade muscular em isometria (EMG) após quatro semanas de tratamento.

Endereço: https://bdtd.unifal-mg.edu.br:8443/handle/tede/1001

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