Influência da Fadiga no Steadiness dos Extensores do Tronco em Diferentes Cargas

Por: A. C. Cardozo, L. C. Carlos e M. Gonçalves.

IX Congresso Internacional de Educação Física e Motricidade Humana XV Simpósio Paulista de Educação Física

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Resumo

Dor lombar é a maior debilidade que afeta os indivíduos com o passar dos anos. Em uma pesquisa feita pelo Serviço Nacional de Saúde do Reino Unido, foi encontrado que entre as dores crônicas a dor lombar é a mais comum. Alguns desses problemas podem ser promovidos por algum distúrbio no equilíbrio da coluna, tornando-se ainda mais evidentes situações de fadiga, quando os músculos são contraídos e relaxados de maneira inadequada para determinado situação, gerando uma instabilidade no tronco. Uma forma de medir esse equilíbrio é através da capacidade de controlar flutuações da carga mantendo-as o mais estável possível. Esta, denominada steadiness, é avaliada testando a habilidade do sujeito de desempenhar contrações submáximas estáveis. No entanto ainda não se sabe a partir de que carga o sujeito começa a perder o controle dos extensores de tronco. Avaliar o steadiness em diferentes cargas, após um protocolo de fadiga, a fim de identificar em quais dessas cargas a flutuação da carga é acentuada. Participaram do presente estudo 20 voluntários saudáveis. Foram realizadas avaliações isométricas antes e após um protocolo de fadiga. Inicialmente, os voluntários realizaram três contrações isométricas voluntárias máximas (CIVM) de extensão do tronco, posicionado em um ângulo de 45°. Para a realização destas contrações os participantes foram instruídos a realizar a contração o mais rápido e o mais vigoroso possível. Já o protocolo de fadiga consistiu na realização de contrações sub-máximas de extensão do tronco a 30%, 40% e 50% da CIVM, realizadas em dias separados até a exaustão. O steadiness foi obtido nos 10 segundos iniciais e 10 segundos finais da contração fatigante e foi determinado pelo desvio padrão da força nestes instantes. Foram encontradas diferenças entre os valores de steadiness pré e pós de cada intensidade (p<0,01). Quando comparamos as diferentes intensidades, não foram encontradas diferença significativas entre 30% e 40% CVIM, mas houve diferenças tanto de 30% e 50% CVIM, quanto de 40% e 50% CVIM (p<0,05). Quando analisamos o steadiness em situação de fadiga, essa flutuação tende a aumentar para os extensores de tronco, sendo de forma mais acentuada para cargas de 50% da CVIM, podendo ser explicado pela necessidade do músculo fadigado de aumentar ainda mais a ativação para produzir determinada força, assim como um recrutamento de unidades motoras maiores aumentando assim a flutuação da carga. Sendo assim, como verificamos no presente estudo, indivíduos que utilizam-se de cargas superiores a 50% de sua capacidade máxima, por um longo período de tempo, tem grandes chances de reduzir a capacidade de controle motor da tarefa que está realizando, estando exposto a um grande risco de uma futura lesão lombar.

Endereço: http://www.periodicos.rc.biblioteca.unesp.br/index.php/motriz/article/view/10060/10060

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