Influência da Prática de Exergames na Fadiga Muscular e Suas Repercussões em Pacientes com Câncer

Por: Ricardo da Silva Alves.

109 páginas. 2015 08/12/2015

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Resumo

O objetivo deste estudo foi avaliar a influência de um protocolo de exergames sobre a percepção de fadiga relatada, a termografia das pernas, o equilíbrio postural estático, a força muscular e frequência mediana do sinal eletromiográfico (EMG), em pacientes com câncer. Os grupos foram divididos em: pacientes com câncer submetido à quimioterapia e/ou radioterapia (GQR: n=15), pacientes com câncer e que não estavam em quimioterapia e/ou radioterapia (GCA: n=15) e os voluntários sem câncer (GC: n=15). Foi realizada em todos os grupos, a avaliação da fadiga relatada por meio da subescala de fadiga do questionário The Functional Assessment of Chronic Illness Therapy-Fatigue (FACIT-F); a avaliação da temperatura superficial dos membros inferiores por meio da termografia infravermelha; a avaliação do equilíbrio postural estático por meio das variáveis baropodométricas; a análise da contração isométrica voluntária máxima (CIVM) por meio da dinamometria e a avaliação da fadiga muscular por meio da frequência mediana do sinal EMG dos músculos dorsiflexores e flexores plantares. Todas as análises foram realizadas em três momentos: inicial (Av0), após a 10º sessão (Av1) e após a 20º sessão (Av2). As sessões de exergames foram realizadas para todos os grupos com auxilio do console Xbox 360 Kinect™ equipado com o jogo Your Shape Fitness Evolved™ 2012. A atividade foi realizada três vezes por semana e com duração média de 35 minutos. RESULTADOS: Pela subescala de fadiga do FACIT-F, os grupos GQR (vs GC: p=0,0003) e GCA (vs GC: p<0,0001), encontram-se mais susceptíveis a fadiga antes de realizarem o protocolo de exergames. Após 10 e vinte sessões de práticas de atividades por exergames foi observado que a fadiga desaparece (GQR versus GC, p=1,000; GCA versus GC, p=1,000). O GCA apresentou redução da temperatura superficial da região anterior do membro inferior esquerdo quando comparado ao GQR (p= 0,024) e no membro inferior direito (GCA vs GQR: p=0,041; GCA vs GC: p=0,042), enquanto a temperatura da região posterior dos membros inferiores foi similar entre os grupos (Grupo*Avaliação: p=0,6470). Ao final do treinamento, foi verificado o mesmo comportamento térmico da avaliação inicial para a região anterior direita (GQR vs GCA: p=0,041; GCA vs GC: p=0,042). Não foram observadas alterações estabilométricas ao longo do protocolo de exergames utilizado. Os valores médios da CIVM para os músculos dorsiflexores direito e esquerdo (p<0,0001) e para os mm. flexores plantares direito após 10 sessões (p=0,0249) aumentaram significativamente no GQR. A frequência mediana do sinal EMG do músculo gastrocnêmio medial direito do GQR se difere do GC na avaliação inicial (p=0,0159). Entretanto, após 10 e 20 sessões houve aumento da frequência mediana do m. tibial anterior esquerdo do GCA (p=0,0128), assim como o músculo gastrocnêmio medial esquerdo (p=0,0005) e direito (p=0,0069) do GQR. CONCLUSÃO: Deste modo, a prática de exercícios por exergames aplicada neste estudo se mostrou eficaz para redução da fadiga relatada e muscular, aumento da força muscular, no entanto, não foi capaz de alterar o equilíbrio postural estático e a temperatura das pernas de pacientes com câncer.

Endereço: https://bdtd.unifal-mg.edu.br:8443/handle/tede/786

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