Influência de diferentes estratégias de prova na recuperação fisiológica e no desempenho de ciclistas treinados

Por: Eduardo Rumenig de Souza.

127 páginas. 2011 07/02/2011

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Resumo

Esforços físicos prolongados em ritmo dinâmico parecem promover menor demanda metabólica, estresse fisiológico e cardiovascular comparado a tarefas em ritmo constante. Contudo, os mecanismos não são completamente descritos. Além disso, sugere-se que o tempo que o indivíduo é capaz de suportar um exercício em intensidade máxima (TLim[FCmax]) correlaciona-se com o desempenho no ciclismo. Assim, os objetivos do presente estudo foram verificar como a estratégia de prova (EP) influencia nas respostas fisiológicas, no controle autonômico cardiovascular e no desempenho de tarefas aeróbias subseqüentes. Adicionalmente, verificar se o Lim[FCmax] correlaciona-se com o desempenho em teste contrarelógio de 3 km (CR3KM). Participaram desse estudo oito ciclistas treinados masculinos. Após avaliações antropométricas e familiarização com os cicloergômetros, os indivíduos foram submetidos: (i) teste máximo progressivo para determinação da potência aeróbia máxima e dos limiares metabólicos; (ii) teste TLim[FCmax]; (iii) teste de 20 km adotando diferentes EP, mas mantendo a potência média em todas as sessões; (iv) teste CR3KM realizado 30 minutos após as EP. A frequência cardíaca (FC), a variabilidade da FC, a percepção de esforço (PSE) e o lactato sanguíneo [Lac] foram registrados em todas as situações experimentais. A transformada de Fourier e a amostragem entrópica foram empregadas para analisar a VFC, ao passo que a FC foi descrita por função exponencial. Adicionalmente, a ANOVA two way (estratégia de prova x distância) e a correlação produto momento de Pearson foram utilizadas para comparações estatísticas. Para todas as análises, foi assumido um p < 0,05. Os principais achados foram que o TLim[FCmax] não correlacionou-se o desempenho do CR3KM, a EP não modificou o teste CR3KM subseqüente. No entanto, houve menores incrementos de [Lac], FC e PSE na EP positiva. Possivelmente o início rápido na EP positiva reduz o déficit anaeróbio de oxigênio, reduzindo a contribuição glicolítica nesse período inicial. Finalmente, a VFC apresentou menor complexidade imediatamente após a tarefa, comparado ao repouso e aos minutos finais de recuperação, indicando maior redundância do sistema na tentativa de evitar eventos catastróficos ao organismo.

Endereço: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/39/39132/tde-24012012-093900/pt-br.php

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