Influência de Um Programa de Exercícios de Alongamento na Postura Corporal e no Nível de Dor em Profissionais de Enfermagem

Por: José Nunes da Silva Filho.

84 páginas. 2016 24/05/2016

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Resumo

Entre os profissionais de Enfermagem (PEF), existe uma elevada incidência de problemas musculoesqueléticos que desencadeiam desvio postural e dor. Através de uma revisão bibliográfica, investigar o efeito de exercícios de alongamento muscular (EAM) para a correção postural. Após, verificar a confiabilidade intra e interavaliadores das medidas obtidas através de um instrumento de avaliação predominantemente qualitativa com a técnica de Moiré de sombra (TMS) e, finalmente, avaliar os efeitos de um programa de EAM na postura do dorso e na dor em PEF. A revisão sistemática foi, previamente, cadastrada na base do PROSPERO e descrita seguindo as recomendações PRISMA. O estudo de confiabilidade visou medir o grau de consistência intra e interavaliadores da avaliação postural do dorso através da análise de 15 topogramas obtidos de PEF, através do teste de Concordância de Kappa Cohen. Finalmente, no terceiro estudo, realizou-se um experimento clínico controlado, com uma amostra de 28 PEF, 7 homens e 21 mulheres, com idades entre 18 e 60 anos, alocados, aleatoriamente, em grupo experimental (GE=15) e (GC=13). Foram medidas variáveis antropométricas, de flexibilidade, estilo de vida e dados profissionais, nível de dor e postura corporal do tronco. A intervenção foi composta por EAM durante 08 semanas; cada sessão durava 40min composta por alongamentos estático e ativo. Para cada exercício, realizavam-se 4 séries de 30s de tensão por 30s de intervalo entre as séries. As aulas foram ofertadas em três dias semanais e cada voluntário deveria comparecer a, pelo menos, dois. Para as comparações entre 2 grupos, foi realizado o teste t de Student e, acima de 02 grupos, ANOVA two-way para medidas repetidas com post-hoc test de Tukey. Para os resultados referentes à postura corporal, foi aplicado o teste Qui-quadrado (X2) e adotado o coeficiente de Phi para verificar o poder da associação. Para todas as análises, a significância estatística estabelecida foi de p≤ 0,05. No primeiro estudo, ficou evidente não haver na literatura consenso sobre os efeitos dos EAM para a correção postural. No segundo, em todas as análises foram encontradas boas (0,61 a 0,80) e/ou excelente (0,81 a 1) concordâncias. Já no terceiro, no GE, os EAM promoveram: efeitos agudos e crônicos na redução de dor e das concavidades da coluna vertebral das regiões cervical e torácicas; efeitos crônicos no alinhamento da região cervical e na curvatura da região lombar e; efeitos agudos na redução da gibosidade na região das escápulas. Conclui-se que: a) até o presente estudo, não havia na literatura consenso sobre os efeitos dos EAM para a correção postural; b) que o instrumento para avaliação postural empregado na presente pesquisa mostrou-se confiável para analisar os topogramas obtidos com a TMS e; c) os EAM promoveram alterações positivas agudas e crônicas na postural corporal e no nível de dor em PE

Endereço: http://www.bdtd.uerj.br/tde_busca/processaPesquisa.php?listaDetalhes%5B%5D=6589&listaDetalhes%5B%5D=6800&processar=Processar

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