Influência do Treinamento de Agilidade e com Dupla Tarefa na Função Física de Idosos

Por: Isadora Cristina Ribeiro, , Luz Albany Arcila Castaño, Marco Carlos Uchida e Vivian Castillo de Lima.

VI Congresso Sudeste de Ciências do Esporte

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Resumo

Introdução: Idosos podem apresentar vulnerabilidade quanto a função física e capacidade cognitiva. As atividades físicas podem minimizar alguns efeitos negativos do envelhecimento; e ainda aquelas realizadas em Dupla Tarefa (DT) são importantes para a vida diária do idoso, pois exploraram a atenção, controle motor e postural simultaneamente. Objetivo: O objetivo deste trabalho foi avaliar o efeito de dois protocolos de treinamento de agilidade, com e sem DT, na função física de idosos. Metodologia: Dezessete idosas e idosos robusto, divididos em dois grupos: i) Grupo de Agilidade usando a Escada de Agilidade (EA) no solo (GA; n=8; 66,6±5,7 anos) e; ii) Grupo de DT a partir da EA mais a verbalização de palavras específicas (GDT; n=9; 66,7±4,5 anos). Ambos grupos realizaram intervenções de 2 vezes/semana, com um total de 12 sessões de 30 minutos de treinamento, totalizando seis semanas. A sessão foi desenvolvida com 4 séries de 2 minutos com pausa de 1 minuto; o idoso foi instruído a realizar o mais rápido possível cada série e de forma correta. Os participantes foram avaliados pré e após período de intervenção; através de cinco testes físicos/funcionais. Foram: a) Timed Up and Go (TUG); b) TUGcognitivo; c) sentar e levantar 5 vezes (SL5) (potência); d) teste de Illinois (agilidade), e) equilíbrio unipodal. Os dados foram analisados estatisticamente através do Teste Wilcoxon, considerado estatisticamente significativo p<0,05. Resultados: As diferenças encontradas entre o momento pré e pós intervenção foram: a) TUG, melhora em ambos, GA (p=0,007) e GDT (p=0,003); b) TUGcognitivo, apenas GDT (p=0,003); c) SL5 (potência), melhora em ambos, GA (p=0,007) e GDT(p=0,003); d) teste de Illinois de agilidade, apenas GA (p=0,023); e) equilíbrio unipodal, apenas GDT (lado direito: p=0,031, e esquerdo: p=0,039); Porém, não foram encontradas diferenças quando comparado os grupos (GA e GDT). Considerações Finais: o equilíbrio dinâmico (TUG) e a potência (SL5) tiveram melhoras em ambos os grupos; porém o teste de agilidade (Illinois) foi superior para o grupo GA, possivelmente em função da sua execução mais simples e física; já o equilíbrio estático unipodal e TUGcognitivo melhorou apenas no grupo com dupla tarefa, demonstrando que a especificidade do treinamento pode ter uma real interferência nos resultados, mesmo em uma intervenção de curta duração e com idosos(as) robustos. Assim, conclui-se que protocolos de treinamento de agilidade, com ou sem DT, são capazes de desenvolver capacidades físicas importantes aos idosos.

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