Influência do Treinamento Funcional na Autonomia de Idosos

Por: D. F. Cardoso, E. P. Manoel, F. P. Abreu Neto, G. C. Martins, H. Miguel, M. R. Portelo, M. V. A. Campos e .

IX Congresso Internacional de Educação Física e Motricidade Humana XV Simpósio Paulista de Educação Física

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Resumo

É crescente o número de idosos no Brasil e no mundo, sendo que o envelhecimento trás como consequência a perda de algumas capacidades físicas e motoras fundamentais a qualidade de vida e a autonomia, sendo um dos maiores influenciadores, minimizando a diminuição das perdas funcionais e até mesmo melhorando a capacidade funcional desta população. Assim, é fundamental o desenvolvimento de metodologias que melhor instrumentalizem os profissionais de educação física a trabalharem com essa população especifica, sendo uma destas o treinamento funcional. Portanto, objetivando verificar a influência de um programa de treinamento funcional sobre capacidades físicas e motoras que influenciam na autonomia de idosas, 10 mulheres, com idade entre 60 e 70 anos, sem nenhum tipo de lesão musculoesquelética e/ou doença que impedisse ou prejudicassem a realização dos testes propostos, foram orientadas com relação ao estudo e assinaram um termo de consentimento livre e esclarecido, para a realização da pesquisa. Posteriormente, foram submetidas a bateria de testes proposta pela American Alliance for Health, Physical Education, Recreation and Dance (AAHPERD) e em seguida iniciaram um programa de treinamento funcional, cujos exercícios objetivavam melhorar as capacidades físicas e motoras influenciadoras da autonomia dos mesmos. Desta forma, após realizarem o programa de treinamento por seis meses, as mesmas idosas foram novamente avaliadas pela bateria de teste da AAHPERD, sendo os dados submetidos a análise estatística. Os resultados indicaram que o índice de aptidão funcional geral (IAFG) após a realização do programa de treinamento se mostrou melhor do que o avaliado antes do programa de treinamento funcional, sendo ainda observada melhoria em todas as capacidades avaliadas: força muscular, capacidade aeróbia, coordenação motora, flexibilidade, agilidade e equilíbrio dinâmico, com destaque para a coordenação motora e a força muscular que se mostraram significativamente melhores do que no período pré-treinamentos. Quando comparado a outros trabalhos que utilizaram outras metodologias de treinamento, os resultados deste trabalho indicaram que o treinamento funcional foi capaz de evoluir uma gama maior de capacidades físicas e motoras. Assim, conclui-se que o treinamento funcional é uma ferramenta eficaz na melhoria da autonomia de idosos, entretanto, recomenda-se a realização de mais estudos a fim de melhor observar a influência do treinamento nesta população.

Endereço: http://www.periodicos.rc.biblioteca.unesp.br/index.php/motriz/article/view/10060/10060

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