Influência de Dois Programas Distintos de Salto em Profundidade no Resultado do Salto Vertical Sem Contra-movimento e do Salto Vertical com Contra-movimento.

Por: José Inácio Salles Neto.

79 páginas. 1991 04/12/1991

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Resumo

O presente estudo teve como objetivos: a) determinar a influência de dois diferentes programas de treinamento de salto em profundidade (SP) no resultado do salto vertical sem contra-movimento (SVS) e do salto vertical com contra-movimento (SVC) e b) verificar as diferenças entre os dois programas de SP nos SVS e no SVC. O estudo teve como amostra 73 sujeitos do sexo masculino, alunos do curso de formação de Oficiais da Marinha do Brasil, e o delineamento experimental foi o de pré e pós-testes aplicados a dois grupos experimentais e um grupo controle. Em todos os sujeitos da amostra mediu-se o peso, estatura, idade, altura de queda ótima do salto ou profundidade, altura do salto vertical sem contra-movimento e com contra-movimento. O grupo experimental I (n = 25), composto por sujeitos com altura de queda ótima maior ou igual a 50 cm, executou o SP com altura de queda de 35 cm, sendo esta altura significativamente abaixo da altura de queda ótima. O grupo experimental II (n = 27) executou o SP com altura de queda ótima. O grupo controle, que não foi submetido ao treinamento de SP, foi composto por 21 sujeitos. Durante quatro semanas, cada sujeito dos grupos experimentais executou 30 SP por sessão, em três séries de dez repetições, 5 vezes por semana. Através do teste t de Student, aplicado para verificar a influência do tratamento experimental em cada grupo estudado, pode-se observar que o treinamento ministrado ao grupo experimental II possibilitou alterar significativamente os resultados do SVS e do SVC, entre o pré e pós-testes, ao nível de significância de 0,05. No grupo experimental I e no grupo controle não foram observadas diferenças significativas para ambas as formas de salto vertical. Neste estudo, através da Análise de Variância, foram observadas diferenças significativas entre os grupos experimentais em nível de 0,05 de significância, confirmando a hipótese de que o treinamento de SP com altura de queda ótima é mais eficiente do que o treinamento de SP com altura de queda de 35 cm para sujeitos com altura de queda ótima maior ou igual a 50 cm. Os resultados do presente estudo sugerem que a altura de queda teve influência sobre o desenvolvimento da capacidade dos sujeitos no SVS e no SVC, baseado no fato de que o treinamento de SP com altura de queda ótima mostrou ser mais eficaz do que um treinamento com altura de queda de 35 cm para sujeitos com altura de queda ótima maior ou igual a 50 cm. Assim sendo, nos parece lógico que a altura de queda é o fator que determina o resultado do salto vertical nos programas de salto em profundidade, e portanto, deve ser individualizado a partir da identificação da altura de queda ótima.

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