Influência dos Programas de Força, Pliometria e Jogo na Precisão de Passe, na Finalização no Futebol e nas Capacidades de Salto Vertical e Salto Horizontal em Atletas de 15 a 17 Anos

Por: Fabio da Silva Ferreira Vieira.

84 páginas. 2011 00/00/0000

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Resumo

O trabalho teve como objetivo analisar as capacidades físicas de salto horizontal (SH) e salto vertical (SV) além da precisão nos passes e nas finalizações do futebol por meio de testes realizados antes (T1), durante (T2) e depois (T3) da aplicação dos treinamentos de força, pliometria e jogo, verificando sua influência nas capacidades propostas. A amostra foi composta por 39 voluntários, participantes da equipe Sub-18 da Escolinha de Futebol do Departamento Municipal de Esportes da cidade de Jacarezinho, Paraná, divididos em 3 grupos, grupo pliometria (GP, n= 15, média de idade de 16 anos; estatura 170 ± 0,4 cm; massa corporal 54,2 ± 7,1 kg) grupo força (GF, n=14, média de idade de 16 anos; estatura 173 ± 0,1 cm; massa corporal 61,3 ± 4,1 kg), e grupo controle (GC, n=10, média de idade de 16 anos; estatura 170 ± 0,1 cm; massa corporal 58,0 ± 8,9 kg) sendo que o estágio maturacional mostrou-se o mesmo em todos os grupos (G4). Todos os sujeitos foram submetidos às mesmas avaliações em três períodos da pesquisa (antes, durante e depois: estatura, massa corporal, estágio maturacional, salto horizontal, salto vertical e precisão de passe e finalização. Os treinamentos foram realizados durante o período de 16 semanas, com frequência de 3 sessões semanais, que antecediam os treinamentos da equipe, enquanto que o grupo controle, participava dos treinamentos técnico-tático. Para a verificação da normalidade dos dados foi utilizado o teste de Shapiro-Wilks e para a comparação entre os grupos foi utilizado o teste não-paramétrico KruskalWallis, considerando o nível de significância p≤0,05. Com os resultados obtidos foi possível observar que na capacidade de SH houve melhora significativa no GF depois de 8 e 16 semanas de treinamento quando comparado ao GC. Já no SV, houve melhora significativa no GP depois de 16 semanas e, diferença significativa quando comparado o GF com o GC no momento do T3. Em relação aos testes de precisão de passe de 10m, melhora no GP (T1xT3), GF (T1xT2 e T2xT3) assim como a diferença significativa entre o GF e o GC no T2 e T3. Quanto aos passes de 30m, no GP melhora significativa quando comparado o T1 x T3, T1 x T2, no GF, T1 x T3, T2 x T3, na comparação entre grupos houve diferença significativa entre GF e GC no T2, porém no T3 a diferença aconteceu entre todos os grupos. Ainda assim, na precisão de passe de 60m não houve diferença significativa. Em contrapartida, no teste de finalização no GP a diferença deu-se na comparação T1 x T3, T2 x T3, no GF entre T1 e T3, porém quando comparados ao GC não houve significância. O que evidencia a indicação de trabalhos resistidos assim como também o treinamento pliométrico para não apenas a melhora nas capacidades físicas de salto, mas também a melhora de capacidades técnicas como precisão de passe e finalização, mostrando a efetividade do treinamento de força nos microciclos iniciais e o treinamento pliométrico mais próximo ao final da preparação. 

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