Influência do Histórico Familiar Positivo de Hipertensão e do Nível de Atividade Física no Aparecimento de Fatores de Risco Para Síndrome Metabólica em Adolescentes

Por: Romilson Domingues Nascimento.

2011 01/03/2011

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Resumo

O objetivo do presente trabalho foi avaliar variáveis antropométricas, metabólicas, hemodinâmicas e autonômicas em adolescentes (14 a 17 anos) de ambos os sexos com histórico familiar de hipertensão arterial negativo ou positivo, fisicamente ativos ou insuficientemente ativos. O recrutamento de adolescentes foi realizado através de um questionário enviado aos pais para seleção dos filhos de normotensos ou de hipertensos e a classificação de adolescentes fisicamente ativos e insuficientemente ativos foi realizada utilizando-s e o International Physical Activity Questionnaire (IPAQ). A amostra total foi constituída por 286 adolescentes, sendo 53,5% insuficientemente ativos. Após a seleção, 128 adolescentes foram divididos em quatro grupos (sexo: masculino/feminino): (A-) Fisicamente ativos com histórico familiar negativo para hipertensão (18/12); (IA-) insuficientemente ativos com histórico familiar negativo para hipertensão (15/22); (A+) fisicamente ativos com histórico familiar positivo para hipertensão (11/18) e (IA+) insuficientemente ativo com histórico familiar positivo para hipertensão (12/20). Nas avaliações antropométricas observou-se que o grupo de adolescentes do sexo masculino (IA+) apresentou valores maiores de massa corporal, IMC e circunferência da cintura quando comparado aos demais grupos do mesmo sexo (A-, IA- e A+), o que não foi observado nas adolescentes do sexo feminino. Nas avaliações metabólicas os níveis de triglicérides (TG) foram maiores no grupo IA+ de ambos os sexos quando comparado aos demais grupos estudados (A-, IA- e A+), mas não foram observadas diferenças entre os grupos nos níveis de glicose e colesterol total. Nas avaliações hemodinâmicas, o grupo IA+ do sexo masculino apresentou valores maiores de pressão arterial diastólica (PAD) quanto comparado aos grupos A- e A+. No sexo feminino, a pressão arterial sistólica foi maior nos grupos do IA-, A+ e IA+ quando comparado ao grupo A- e a PAD foi maior nos grupos IA+ e A+ em relação ao grupo A-. A FC de ambos os sexos, independentemente do histórico familiar, foi maior nos grupos insuficientemente ativos (IA+ e IA-) quando comparados aos grupos ativos (A- e A+). Nas avaliações autonômicas, os grupos A- de ambos os sexos apresentaram valores maiores de desvio padrão da média e variância do intervalo de pulso e redução do balanço simpato-vagal cardíaco quando comparado aos demais grupos estudados (IA-, A+ e A+). Em conjunto os resultados evidenciam alterações antropométricas (somente no sexo masculino), de triglicerídeos sanguíneos, da PA e disfunção autonômica nos grupos de adolescentes do sexo masculino ou feminino insuficientemente ativos com histórico familiar positivo de hipertensão, as quais podem ser atenuadas, a exceção da disfunção autonômica, por vida fisicamente ativa. Neste sentido, identificar precocemente esta população geneticamente predisposta e que associa fatores ambientais desfavoráveis parece fundamental para o manejo dos fatores de risco para SMet em adolescentes.

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