Influência do Movimento e do Gradiente de Pressão na Nutrição do Disco Intervertebral

Por: Fernanda Sacks de Campos e Jorge Luiz de Souza.

XI Congresso de Educação Física e Ciências do Desporto dos Países de Língua Portuguesa

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Resumo

Este artigo de revisão tem como objetivo descrever a influência do
movimento e do gradiente de pressão na nutrição do disco intervertebral.
Foram analisados artigos de revistas científicas internacionais de 1970 a
2005, e segundo a literatura, os discos se nutrem através do movimento e
do gradiente de pressão. Porém, estes dados não são apresentadas com
detalhes consistentes, devido às dificuldades metodológicas e tecnológicas
deste tipo de pesquisa. Os resultados e as conclusões apresentadas pelos
autores, permitem destacar três aspectos importantes: 1) com o aumento
da idade, ocorre a calcificação do platô da cartilagem, retardando o
transporte de nutrientes para o disco intervertebral e dificultando sua
nutrição; 2) Os metabólicos são transportados por combinação de difusão
e fluxo de fluidos. Embora a difusão seja considerada o principal mecanismo
nutricional de transporte, pesquisas demonstraram que quando não há
movimento ou gradiente de pressão, somente a difusão é insuficiente para
boa nutrição discal; 3) O stress mecânico influencia o metabolismo do
disco. Caso haja excesso de stress por compressão, ou quando este é
removido por fusão de corpos vertebrais ou por falta de gravidade, haverá
mudanças na síntese e conteúdo de proteoglicanas. Assim pode-se afirmar
que o stress mecânico é um fator regulador na síntese da matriz. Pode-se
inferir que o movimento articular é um fator fundamental na nutrição do
disco. É através do movimento articular e do gradiente de pressão que se
processa o fluxo de fluídos. Salienta-se também que os sintomas clínicos
aparecem somente após a degeneração discal e podem não se originar como
resultado direto do mesmo, mas como resultado das alterações mecânicas,
causando danos e mudanças degenerativas em outros componentes da
coluna. Pressupõe-se que esta rota indireta seja a causa da demora no
aparecimento dos sintomas clínicos. A coluna vertebral deve ser considerada
como um todo. Um padrão irregular de movimentação de uma articulação
irá sobrecarregar as outras, sendo esta reação denominada de efeito cascata.
Posturas adequadas nas atividades de vida diárias e um programa adequado
de exercícios físicos que promovam a estabilidade da coluna vertebral e
funcionalidade articular, são imprescindíveis na prevenção e retardo do
efeito cascata, e conseqüentemente auxiliam na nutrição discal. A nutrição
discal e os fatores que a influenciam precisam ser melhor esclarecidos.

Endereço: http://citrus.uspnet.usp.br/eef/uploads/arquivo/72_Anais_p377.pdf

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