Imagem corporal e desempenho motor de adolescentes escolares

Por: Alexandre dos Santos Cremon.

69 páginas. 2013 29/08/2013

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Resumo

A cirurgia bariátrica (CB) é um método de tratamento da obesidade que vem recebendo destaque nos últimos anos principalmente por dois fatores: aumento exponencial dos casos de obesidade e obesidade extrema e por ter se mostrado como boa possibilidade de tratamento da obesidade principalmente para pacientes que necessitam grandes perdas de peso. Uma das principais vantagens desse método é a acentuada perda de peso, a manutenção desse quadro em médio e longo prazo, juntamente com a resolução de comorbidades. Por outro lado, existe a necessidade de monitoramento e avaliações para minimizar os riscos de perda óssea, além da necessidade de adoção de um estilo de vida ativo, para evitar a recuperação do peso. Entretanto, são escassos os estudos que verificam os níveis de atividade física em indivíduos submetidos à cirurgia bariátrica. Nesse sentido, o presente estudo tem como objetivo analisar o nível de atividade física, juntamente com indicadores do metabolismo ósseo entre pacientes submetidos à Cirurgia Bariátrica. Foram avaliados 89 indivíduos que realizaram a cirurgia bariátrica, categorizados de acordo com o tempo de cirurgia. Além dos indivíduos operados, foi selecionada uma amostra de 29 indivíduos com equivalência em idade, sexo, peso e estatura, avaliada especificamente para fins de comparação com o grupo operado. Foram conduzidos exames das densidades minerais ósseas pela Absortometria Radiológica por dupla emissão de raios X (DXA) e parâmetros sanguíneos relacionados ao metabolismo ósseo. Todas as avaliações foram realizadas no Núcleo de Estudos Multiprofissional da Obesidade (NEMO), sendo que os equipamentos necessários para as medidas fazem parte do referido laboratório. Foi encontrada diferença significativa nas variáveis Hormônio Paratireóideo (PTH) do grupo G3 em relação aos grupos G1 e G2 e cálcio sérico do grupo G3 com o grupo G1. A variável cálcio urinário dos grupos G1, G2 e G3 apresentou percentuais de alterações abaixo dos níveis normais de 12,5%, 23,9% e 11,1%, respectivamente. Não foram encontradas associações entre o diagnóstico das variáveis e o nível de atividade física da amostra total. Em relação aos percentuais de alterações, os dois grupos (ativos e sedentários) apresentaram resultados similares, exceto para as variáveis glicemia e colesterol total, em que foram encontrados maiores prevalências de valores alterados no grupo sedentário. Os menores valores de Densidades Minerais Ósseas (DMO) foram encontrados no grupo operado, apresentando diferenças significativas no corpo total, fêmur e fêmur total. Foram encontradas associações entre a cirurgia e o diagnostico da densidade mineral óssea do corpo total e do fêmur total, indicando uma razão de chance de 2,33 (1,12-4,84) e 2,38 (1,15-4,93) respectivamente. Quando comparados com o grupo equivalente não operado, os indivíduos operados apresentaram uma chance aumentada de apresentarem alterações na densidade mineral óssea em mais de uma região avaliada. Assim, faz-se necessário o desenvolvimento de mais pesquisas sobre a influência da prática de atividade física e o acompanhamento em longo prazo destes e de outros pacientes a fim de trazer informações úteis sobre as alterações ósseas provenientes da cirurgia bariátrica. 

Endereço: http://nou-rau.uem.br/nou-rau/document/?code=vtls000213137

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