Inquérito Alimentar Nacional e de Atividade Física Ian-af, 2015-2016

Por: Carla Lopes (Organizador) e Universidade do Porto.

95 páginas. Universidade do Porto. 2017

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Sobre a Obra

Preâmbulo

Fazer história!… era a expressão que alguns usaram quando a equipa, após uma longa jornada de anos, conseguiu finalmente um financiamento competitivo (que se entende, deveria estar inscrito em orçamento de estado) para realizar um inquérito nacional numa área que todos reconhecem como essencial e que é um pilar da saúde populacional. Refiro-me naturalmente à Alimentação, e perdoem-me os colegas da Atividade Física se saliento em primeira instância a área alimentar, não só por proximidade profissional, mas pela tal história associada aos Inquéritos alimentares nacionais.

Um interessante artigo de 1947, numa das edições dos cadernos científicos (volume 1, caderno 4), propriedade do Instituto Pasteur de Lisboa, e escrito por G. Jorge Janz e Raúl Carrega do Centro de Saúde de Lisboa, intitulado “Sobre a técnica dos inquéritos alimentares familiares e individuais” enfatiza que “Os inquéritos alimentares constituem uma etapa fundamental na apreciação do estado de nutrição,….” e descreve detalhadamente as dificuldades técnicas para a sua realização, apresentando o resultado de inquéritos realizados em três famílias da chamada classe média da área de Lisboa. Para salientar a complexidade do problema e a título de exemplo descrevem os autores: ”Tratava-se de três famílias apenas, e podíamos prestar-lhes por isso a maior atenção. Pergunta-se, porém, o que poderá acontecer em inquéritos que incluam muitas dezenas de famílias”(…). Um outro exemplo, quando se referiam às tabelas de conversão dos alimentos em nutrientes: “Parece-nos importante acentuar a massa enorme de trabalho material que isso representa, pois a simples fadiga visual que resulta da consulta constante das tabelas pode constituir uma importante causa de erro. Para evitar pelo menos este inconveniente, a nossa tabela de composição de alimentos foi escrita sobre uma longa tira de tela de desenho distribuída por dois rolos, que por sua vez estão contidos numa caixa em cuja tampa de alumínio uma ranhura serve de mostrador. Manobrando, por meio de manivelas, os rolos num ou noutro sentido, desloca-se o papel, fazendo com que apareça na ranhura a linha que corresponde à composição do alimento desejado. Suprime-se assim uma causa de erro que, repetimos, pode ter importância, se pensarmos, por exemplo, que só o estudo da nossa Família 2, aqui sintetizado em poucas tabelas, exigiu 17 folhas de registo, 41 folhas de cálculo do regime e o cálculo de numerosíssimas alíneas compreendendo um total de cerca de 15000 multiplicações e a soma de outras tantas parcelas” 

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