Insatisfação Corporal Feminina e Prática de Atividade Física em Frequentadoras de Academia na Cidade de Pelotas

Por: Tanísia Hipólito Medeiros.

86 páginas. 2015 29/04/2015

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Resumo

O presente estudo analisou o nível de insatisfação corporal em mulheres frequentadoras de academias na cidade de Pelotas, Rio Grande do Sul, Brasil, avaliando como a insatisfação se distribuiu e quais seus fatores associados. Nas 26 academias sorteadas aleatoriamente foram entrevistadas 257 mulheres entre Setembro de 2014 a Janeiro de 2015. As participantes responderam um questionário incluindo o desfecho insatisfação corporal (Body Shape Questionnaire - BSQ-34), qualidade de vida (WHOQOL-Bref) e características comportamentais, socioeconômicas e demográficas. Do total de mulheres entrevistadas, 21,4% (IC95% 16,5 – 26,9) apresentaram algum tipo de insatisfação corporal (escore maior ou igual a 110 pontos). O valor médio do escore BSQ foi de 85,6 (DP ±27,4). Ao todo, 67,3% das mulheres afirmaram que, o principal motivo que as levou a praticar exercícios foi a estética, e 63,8% tinham a intenção de realizar alguma cirurgia plástica. Após a análise bivariada foi realizada análise multivariável por regressão linear. Permaneceram associadas ao desfecho as variáveis: praticar exercícios por motivos estéticos (p=0,005); Índice de Massa Corporal (p<0,001); autopercepção de saúde (p=0,002); intenção de fazer cirurgia plástica (p=0,005); e WHOQOL-Bref (p<0,001). Por fim, apesar da prevalência de insatisfação corporal do presente estudo não ter apresentado valores alarmantes (21,4%), possivelmente devido à rigorosidade do instrumento utilizado, ainda é um tema atual e de crescente interesse de pesquisa, estudos complementares se fazem necessários para melhor compreender a autopercepção da imagem corporal, especialmente entre mulheres.

Endereço: http://wp.ufpel.edu.br/ppgef/arquivo-de-dissertacoes-2015/

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