Irisina Circulante Basal é Associada Ao Melhor Desempenho Físico Aeróbico e a Baixos Níveis de Gordura Corporal

Por: Bruno Pereira Melo, Isolde Terezinha Santos Previdelli, Omar C. N. Pereira, Sérgio Roberto Adriano Prati, Sidney Barnabé Peres, Solange Marta Franzói-de-moraes e Vinicius Tosta.

43º Simpósio Internacional de Ciências do Esporte Simpoce

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Resumo

Introdução: A irisina é uma miocina produzida pelo corpo humano em consequência da atividade muscular após realização de esforços físicos regulares. Ela já foi associada ao processo Browning do tecido adiposo branco, elevação da atividade termogênica e atualmente até tem sido relacionada a uma condição de proteção frente ao COVID19. Contudo, em condição circulante basal parece haver certa adaptação fisiológica que a torna minimizada em indivíduos de melhor condição física e menores níveis de gordura. Objetivo: Verificar a associação dos níveis de irisina circulante com a condição física aeróbia e gordura corporal em humanos com diferentes níveis de condição física. Métodos: Participaram do estudo 48 indivíduos (Homens=22; Mulheres=26) adultos saudáveis de diferentes níveis de condição física aeróbia, sendo que os regularmente ativos eram corredores regulares. Todos foram submetidos a coleta de sangue em jejum para identificar níveis de irisina circulante (por técnica de ELISA), análise de composição corporal por impedância bioelétrica (Biodynamics 310a) e submetidos a teste de esforço máximo de corrida em esteira (teste Vpico) para verificação da condição aeróbia. Resultados: Subdivididos em 3 grupos de níveis diferentes de condição física aeróbia (AD-Alto Desempenho, n=16; MD-Moderado Desempenho, n=15; e C-Controle/não treinado, n=17) observou-se diferença significativa (P<0,05) nas concentrações de irisina circulante entre os grupos treinados (AD e MD) em relação ao controle (C). Foram identificadas associações negativa entre níveis circulantes de irisina com condição aeróbia (r=-0,76, P<0,000) e positiva com %G (r=0,82, P=0,000) todos na condição basal. Por fim, em análise estatística pelo modelo linear generalizado (MLG) obteve-se associação significativa e inversa da irisina com a idade dos indivíduos (Estimativa=-0,213, P=0,0063). Conclusões: As concentrações circulantes de irisina parecem ser moduladas inversamente pelo nível de desempenho físico aeróbio e pelo nível de gordura corporal em adultos saudáveis em estado basal. A idade mais elevada contribui para variação negativa das concentrações de irisina circulantes e, por fim, em indivíduos regularmente ativos e com condição aeróbia desenvolvida, em estado de repouso a irisina se apresenta na forma de baixa concentração em nível circulante. Agência de Fomento: UNESPAR/Grupo de Pesquisa PAFiDH; UEM/Grupo GETA. 

Endereço: http://celafiscs.org.br

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