Jogos Cooperativos nas Atividades de Educação Física Para Crianças e Adolescentes em Situação de Risco

Por: Ferreira da Costa, Maria Regina e Rogério Goulart da Silva.

XI Congresso de Educação Física e Ciências do Desporto dos Países de Língua Portuguesa

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Resumo

A situação de exclusão social a que estão submetidas as crianças e adolescentes é
identificada atualmente como um problema social crônico no cotidiano das grandes
cidades no Brasil, associada diretamente às questões estruturais e conjunturais, reflexo
da economia mundial, é facilmente percebida nas precárias condições de vida material,
educação, saúde e moradia de grande parte da população urbana. Neste contexto, a
figura mais vulnerável é a criança, nossa principal preocupação e motivo de inquietude
que nos invoca a necessidade de estabelecer um vínculo educacional entre a
comunidade acadêmica universitária e as crianças e adolescentes em situação de
risco. Assim, com o desenvolvimento do projeto "jogos cooperativos" foi estabelecido
um vínculo das crianças e adolescentes da ASSOMA (Associação dos Meninos de
Curitiba) com os acadêmicos/as da UFPR. Obtivemos avanços e retrocessos no
trabalho, nem sempre foi possível alcançar objetivos propostos devido
a complexidade de condições de vida das crianças e adolescentes. De um modo
geral a experiência adquirida desde o ano de 2000 proporcionou um modo peculiar
de embasar a atuação nas intervenções que está vinculada a aprendizagem a partir
do contexto das crianças e adolescentes, ou seja, a aprendizagem com as crianças e
adolescentes (FREIRE, 1970), centrada na relação (PIUSSI, 1998). Tal instituição foi
escolhida, pois carece de ofertas diferenciadas de atividades para o atendimento das
crianças e adolescentes. Com essa experiência compreendemos que as crianças e
adolescentes em situação de risco inquietam a segurança de nossos saberes, pois
estas questionam nossas práticas, oportunidade aproveitada pelo grupo para pensar
esse vazio. De um modo geral, estas não correspondem ao estabelecido, "normal"
porque as crianças vivem a lógica contrária à opinião comum, à lógica de outros
sentidos. Seu cotidiano está carregado de clandestinidade e atrevimento, são "tímidos"
e ao mesmo tempo provocadores e para sua sobrevivência tem que deixar de ser
criança e, ao mesmo tempo, continuar sendo para suportar a vida, criança e adulto
tudo ao mesmo tempo, assumindo o papel de equilibristas da infância. No trabalho
com as crianças e adolescentes os acadêmicos utilizaram os jogos e atividades
cooperativas como uma forma de incentivar a participação no jogo, na compreensão
e estabelecimento de regras, enfocando assim suas práticas nas relações entre eles e
elas, no respeito a si e ao outro, como um modo de educar em relação.

Endereço: http://citrus.uspnet.usp.br/eef/uploads/arquivo/62_Anais_p235.pdf

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