Jogos de Perseguição: Uma Viagem Pelo Brasil Que Pega

Por: C. P. S. Francisco.

IX Congresso Internacional de Educação Física e Motricidade Humana XV Simpósio Paulista de Educação Física

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Resumo

Este trabalho é um relato de experiência de uma boa prática pedagógica. Jogo de perseguição é um dos conteúdos a ser ministrado aos alunos do 2º ano dos anos iniciais do Ensino Fundamental da rede Estadual de Ensino do Estado de São Paulo. Quando falamos da brincadeira pega-pega cem porcento dos alunos a conhecem, porém restringindo a alguns tipos constantemente repetidos. Visando ampliar o repertório motor e cultural dos alunos com relação a essa típica brincadeira popular no Brasil este projeto foi desenvolvido. Participaram dessa prática pedagógica 54 alunos da Escola Estadual Antônio de Oliveira Bueno Filho que fica na cidade de Araraquara-SP. Esses alunos preencheram um questionário de conhecimentos prévios que mostrou que eles apresentavam dificuldades de localização geográfica como cidade, estado e país e não conhecem outras formas de se brincar de jogos de perseguição apresentando um repertorio motor e cultural pobre. Então durante o período de três meses foram apresentados a diversas formas de jogos de perseguição, correspondendo uma para cada Estado brasileiro, mais o Distrito Federal , além de três jogos diferentes para o Estado de São Paulo, somando no total 29 formas diferentes de se brincar. Para que isso ocorresse foi necessária uma vasta pesquisa pela Internet e livros de jogos e brincadeiras com relação a modificações regionais desse jogo. Com a vivência corporal os alunos aprimoraram seus conhecimentos geográficos, pois era necessário se localizar geograficamente para saberem de onde vinha o jogo a serem aprendidos. Os jogos de perseguição selecionados para cada estado foram: Derrete- manteiga (RS), Caiu na Rede é Peixe (SC), Negrinho da África (PR), Gelinho, gelão (MG), Mamãe Galinha (RJ), Menino pega menina (ES), Encantado (MT), Muralha Chinesa (MS), Pique-fruta (GO), Corre cutia (DF), Pira (AC), Manja- bola (AM), Gato e rato (TO), O leão e a jaula (AP), Cobra cega ou pata cega (PA), Curupira (RO), Roubo da melancia (RR), Cadê o grilo? (PB), Mamãe cata piolho (PE), Múmia (MA), Picula (BA), Ticatrepa (RN), Coelhinho (SE), Gato e rato (PI), Chicote queimado (AL), Trisca na árvore (CE) foi o único não vivenciado do modo como se brinca na região, pois não temos muitas árvores perto uma da outra. Para o estado de São Paulo vivenciaram Acorda , Sr. Urso de Santana do Parnaíba, Gruda-gruda de Itajobi, Buldogue de São Paulo. Como resultados temos que: 70% dos alunos aprenderam a diferenciar cidade, estado, país melhorando seu senso de localização; 90% dos alunos disseram ter aprendido uma nova forma de brincar; 100% dos alunos ampliaram o repertório com relação a nomes diferentes para o jogo de pegar; 100% dos alunos se sentiram estimulados motoramente, experimentando, desenvolvendo ou aprimorando a possibilidade do corpo de realizar movimentos. Concluímos que buscar novas possibilidades para se apresentar o mesmo conteúdo enriquece o repertório motor e cultural dos alunos.

Endereço: http://www.periodicos.rc.biblioteca.unesp.br/index.php/motriz/article/view/10060/10060

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