Joguem Como Homens. Masculinidades, Liberdade de Expressão e Homofobia em Estádios de Futebol no Estado do Maranhão

Por: João Carlos da Cunha Moura.

152 páginas. Paco Editorial. 2019

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Sobre a Obra

“Joguem como Homens! – Masculinidades, liberdade de expressão e homofobia em estádios de futebol no estado do Maranhão” é um estudo realizado por João Carlos da Cunha Moura, no qual ele aborda uma questão muito importante a ser discutida nos dias de hoje: os estádios de futebol como locais de exaltação à masculinidade e à virilidade.

Segundo o autor, o universo do futebol é cercado por uma série de normas preestabelecidas responsáveis por determinar o que é ser homem no Brasil, tais como agressividade, competição e derrota. São essas normas, vistas como naturais – especialmente pelos homens heterossexuais – que acabam por reiterar práticas prejudiciais a determinados grupos e que influenciam diretamente a construção social dos torcedores desde criança.

Além disso, no universo do futebol, tal como o conhecemos, isto é, reforçado por ações “masculinas” e “viris”, não sobra espaço para personagens do gênero feminino e , muito menos, para os homossexuais, ou “qualiras”, como são chamados no Maranhão.

Apesar das críticas proposta no livro, João Carlos faz questão de reforçar que o futebol vai além do discurso de violência simbólica e física, com o qual estamos acostumados. De acordo com ele, esse é um campo extremamente rico de expressões populares e coletivas, que é responsável pela projeção de muitas comunidades, a partir dos clubes.

De qualquer forma, é preciso reconhecer que um dos principais combustíveis dessa “paixão” nacional, que tanto exaltamos, ainda é a necessidade constante de reafirmar a masculinidade, por sinal tão frágil.

No livro, além de abordar a estreita relação entre o futebol e gênero, o autor apresenta outro ponto igualmente relevante para a compreensão da identidade nacional brasileira, que é a forma como nós damos sentido aos direitos, especialmente no que diz respeito à liberdade de expressão.

O livro, que possui 152 páginas, é dividido em quatro capítulos: 1. A reprodução de uma masculinidade pelo futebol; 2. O direito de fala; 3. Há de ser “bicha”, porém sem perder a masculinidade jamais; 4. Entrando em campo: performance masculina, liberdade de expressão e discurso de ódio nos estádios de futebol do Maranhão.

É uma leitura interessante, não apenas para profissionais do Direito, mas para todos aqueles que desejam conhecer esse universo tão rico e, ao mesmo tempo, tão problemático que é o futebol brasileiro.

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