Jornalismo Esportivo e de Lazer

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Atlas do Esporte do Maranhão.

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COLONIA - 1724 no período colonial "... jornalista era o magnífico João Tavares com sua 'Informação das recreações do Rio Munin do Maranhão'...".

IMPÉRIO – no período de 1821 a 1860 aparecem 183 jornais políticos e literários, coletâneas de poesia e de peças teatrais. Os jornais com objetivo de recrear - de caráter literário, recreativo, científico e/ou instrutivo - foram:

1822 Em “O Conciliador”, edição de 22 de junho, aparece anúncio de aluguel de uma sala de Bilhar. (O Conciliador Maranhense foi o primeiro jornal impresso do Maranhão e circulou de 15 de abril de 1821 a 16 de junho de 1823; era órgão oficial e noticioso).

1825 Em “O Censor”, edição de 24 de janeiro, Garcia de Abranches ao comentar o posicionamento político do Marques governante – Lord Cockrane – compara alguns portugueses com os desocupados do Rocio – em sua maioria caixeiros – que “pela sua péssima educação, muitos brancos da Europa são tão vis, e tão baixos, como esses mulatos que andam a espancar, a roubar e a matar, pelas ruas da Cidade...” (p. 12-13). Estaria o Censor referindo-se aos capoeiras?

1827 "Minerva", folha política, literária e comercial, com fim de instruir o povo, dedicou-se mais à política;

1828 "A Bandarra", folha político, literário e comercial.

Apenas esses dois últimos, dos 21 jornais do período de 1821 a 1830 dedicaram-se a divulgar literatura. Alguns periódicos tiveram contribuições de Sotero dos Reis, Odorico Mendes, João Lisboa.

1829 O “Estrela do Norte” em edição de 08 de agosto, publica notícia sobre um certo Batuque de pretos, que estava a perturbar o sossego público, chamando a atenção do Chefe de Polícia. (Jornal que sobreviveu de 1819 a 1830, era redigido pelo poeta José Pereira da Silva, cognominado o “Bocage Maranhense”).

1831 "Atalaia dos Caiporas", periódico político, moral, literário e comercial;

1835 o Jornal ”Echos do Norte” no dia 10 de janeiro publica notícia sobre a prática de Capoeira. (O Echos do Norte foi fundado em 1834 e era dirigido por João Francisco Lisboa, um dos líderes do Partido Liberal, impresso na Typographia de Abranches e Lisboa; fechou em 1826).

1836 O “Investigador Maranhense”, de 29 de abril, publica anúncio de venda de um Bilhar. (Jornal publicado desde 1836 tinha Sotero dos Reis como editor, até 1837, e demorou ate 1840, quando foi substituído pela “A Revista”, impresso na Typ. Constitucional).

1839 "O Recreio dos Maranhenses", folha literária publicada por Francisco de  Sales Nunes Cascaes;

1840 "A Revista", de propriedade de Francisco Sotero dos Reis. Embora folha política, teve grande significação, estampando artigos de crítica literária e apresentando grandes escritores nacionais. Publica artigo assinado por Gonçalves Dias, intitulado "descobridor de talentos".

1841 "O Jornal Maranhense" aparece em 1841. Periódico oficial trazia como epígrafe uma frase de Tímon: "a verdadeira educação de um Povo livre faz-se nos jornais".  Fundado por Sotero dos Reis, contava também com Odorico Mendes como redator. Em 08.10.1841 noticiava a apresentação de um malabar em São Luís. Tratou, nessa mesma edição, da Sociedade Dramática Maranhense, que é o começo do Teatro no Maranhão. Essa Sociedade alugara o Teatro União (hoje, Artur Azevedo), de 1841 a 1845 e sua programação era recebida com entusiasmo, com os incentivos da imprensa. Nesse mesmo ano, em suas edições de 28 e de 31 de dezembro, publica anúncio sobre aulas de Esgrima e de venda de espadas. Antes, na edição de 1º. De outubro, é apresentado os planos do Colégio Nossa Senhora da Conceição, em que são oferecidas aulas de Dança e Musica, pagas à parte aos instrutores.

1842 "Museu Maranhense", periódico recreativo e de instrução, destinado à arte do Desenho.

- " O Publicador Maranhense", órgão oficial e de interesse geral onde João Lisboa critica o novo regulamento do Teatro, não aprovando a mudança do nome de Teatro União - fundado em 1817 -  para Teatro de São Luís depois da reforma por que passou, entregue pronto e aformoseado ao público em 1842.

1843 “A Revista” publica anuncio sobre aulas de Dança, no colégio N. S. dos Remédios.

1844 Aparecem os primeiros anúncios sobre a Galeria Óptica – projeções cinematográficas – em São Luis; seriam projetadas seis vistas.

1845 "Jornal de Instrução e Recreio", revista literária, órgão da Associação Literária Maranhense fundada nesse ano. Era seus colaboradores Luís Antônio Viera da Silva, Antônio Henriques Leal, Pedro Guimarães, Augusto Frederico Collins, Reys Rayol. Além de "muitos artigos de ensino - métodos e sistematizações de estudo - tudo leitura amena, era verdadeiro repositório de trabalhos dignos de maior divulgação".  Foi a voz do Romantismo no Maranhão, tendo contado, também, com Gonçalves Dias, Ayres de Vasconcelos Cardoso Homem, Gregório de Tavares Ozório, dentre seus colaboradores.

- "O Almazém", também aparecido nesse ano de 1845, era jornal de instrução e recreio, onde seus editores queriam "armazenar não provisões de armas do sermão de Vieira, mas os conhecimentos úteis". Ocupou-se das mulheres e sua educação.

Em “O Correio d’Annuncios”, edição de 03 de fevereiro, são anunciados Banhos Públicos, na Praia do Caju, a 40 reis por pessoa.

1846 apareceu  "O Arquivo Maranhense", jornal científico e literário, também órgão da Associação Literária Maranhense, tendo contado com Gonçalves Dias, ainda jovem e interessado em teatro, dentre seus colaboradores. Escreveu em seu  primeiro número: "Fiéis ao nosso programa, o nosso fim continua a ser - a Instrução e o Recreio -...".

O "Jornal Caxiense" era interessado em instruir, informar, sem esquecer, contudo, de dar orientação política.

O "Jornal da Sociedade Filomática Maranhense"  tinha por fim  "... o progresso material e moral da Província do Maranhão, ocupando-se de todos aqueles ramos da ciência, das artes, e das letras que forem mais conducentes ao fim mencionado..."

1849 é a "Revista Universal Maranhense" - dedicada às ciências, agricultura, indústria, literatura, belas artes e comércio.

1850 - "A Marmota Maranhense", folha literária e recreativa.

1852/1854  O "Jornal de Tímon", publicado em fascículos foi revista literária, de publicação mensal, na qual João Francisco Lisboa conquistou muito justamente a nomeada de um dos primeiros prosadores da língua portuguesa.

O "Gabinete Português de Leitura", criado por iniciativa do comerciante português David Gonçalves de Azevedo - pai de Aluísio e Artur Azevedo -, tinha como objetivos: "Promover a instrução e recreios pelos meios seguintes: - organizar uma livraria escolhida nas ciências, literatura, comércio e artes; - subscrever os mais acreditados periódicos nacionais e estrangeiros; - quando os interesses da associação o permitirem, coligir as obras de mérito na língua portuguesa, fazer reimprimir os livros raros e imprimir os manuscritos interessantes da mesma língua".  (MÉRIEN, 1988, p. 17).

"A Marmotinha", semanário literário e recreativo fundado por José Mathias Alves Serrão.

"A Violeta", periódico literário e recreativo dedicado à juventude estudiosa

"O Botão de Ouro", registrado como jornal joco-sério e recreativo;

"A Sentinela", periódico literário e informativo

1855 "Diário do Maranhão" - embora jornal do Comércio, Lavoura e Indústria, publica várias notas sobre a Companhia Lírica - chegada de Gênova - Itália, que  permaneceu vários anos em São Luís,  demonstrando o ardor do maranhense pelo teatro.

Em "O Sentinela", edição de 23.10.1855, número 41, é informado que "tivemos a satisfação de ler um novo jornal recreativo intitulado "A Saudade", dedicado ao belo sexo maranhense".

1857 Estrela da Tarde", periódico recreativo;

1858, o "Jornal do Comércio", periódico instrutivo, agrícola e recreativo.

"O Século", fundado por Luís Antônio Vieira da Silva, além de órgão político, foi também periódico literário, crítico e recreativo.

1860 O "Verdadeiro Marmota", jornal literário, foi saudado nestes termos elogiosos: "reaparece este interessante jornal, depois de ter por algum tempo, pela indolência e lassidão, que geralmente ataca os jornais recreativos nesta província...".

Em 1860, contando com uma população de 35 mil pessoas, São Luís tinha matriculado em suas escolas primárias 2 mil rapazes e 400 moças e no secundário, 180. Esses poucos números mostram que era muito reduzido o número de pessoas que acediam à leitura: "Já que os livros atingiam a minoria da população, já que o teatro era freqüentado e controlado pela burguesia, foi a imprensa que desempenhou um papel de primeiro plano para a penetração de idéias novas em São Luís do Maranhão. Ainda aqui, o movimento de renovação iria interessar essencialmente aos jovens maranhenses, alunos do liceu ou caixeiros.".

1863 Em “O Artista”, jornal principalmente dedicado às artes mecânicas, com primeira edição publicada em 21 de maio de 1862, em seu numero 34, de 24 de janeiro de 1863, publica artigo em que são enumeradas as “Artes” (profissões) praticadas nesta cidade, com base no Almanaque do Sr. B. de Matos (Belarmino); dentre elas, consta: música, dança, esgrima, e ginástica. Informa, ainda, que algumas dessas Artes são exercidas só por nacionais, outras por nacionais e estrangeiros e outras só por estrangeiros. Os estrangeiros que atualmente exercem artes entre nós são em maior número, portugueses, e em pequenos números, ingleses, franceses, alemães, italianos e norte americanos.

1881 Primeira notícia, publicada em 09 de agosto, sobre turfe no Jornal Diário do Maranhão, que se repete nas edições seguintes

1887 No Diário do Maranhão do dia 10 de janeiro há uma notícia sobre Capoeira.

1900 O jornal Regeneração, do dia 21 de fevereiro de 1900, dá notícia da fundação do Club de Regatas Maranhense.

1904 Em A Campanha, edição de 08 de janeiro, aviso aos alunos de aula particular de “gymnástica”.

1907 O jornal “O Maranhão” começa a publicar notícias sobre esportes e gymnastica, conforme de depreende de anúncios das edições de 15 de novembro (ginástica) e 28 de outubro – A inauguração do Foot-Ball -. No Jornal do Commercio, anuncio sobre o Café Richie e seu bilhar.

1915 É anunciado a fundação de mais um clube esportivo – O Jornal, edição de 05 de maio -, o Club Zinho,com o fim de proporcionar aos seus membros diversão como sejam passeios marítimos, pic-nic, exercícos físicos, ginástica pelos processos mais modernos; sendo Presidente Hilton Rayol, e vice, Guilherme Matos. Esse mesmo jornal passa, a partir desse ano, a publicar uma coluna denominada “Os Desportos”.

O Jornal O Estado passa a publicar uma coluna dedicada aos esportes, especialmente ás notícias do futebol, denominada “Foot-Ball”.

1916 a partir de junho, a coluna d´O Estado passa a se chamar “O Sport”, e no mês seguinte, julho, “Vida Sportiva”.

1947 Aparece o primeiro jornal maranhense dedicado apenas as noticias do esporte – O Esporte, órgão puramente esportivo – teve seu primeiro numero publicado em 21 de julho,sendo seu fundador e diretor José Ribamar Bogéa. Em mensagem ao público, justificando o surgimento do jornal, o seu fundador estabelece como objetivo “incentivar ainda mais a prática dos desportos na capital maranhense, para que possamos manter a posição do prestígio que ocupamos no cenário esportivo nacional, depois das vitórias de 1946”. Surge como um semanário por não se dispor de condições de se fazer um jornal diário. Em seu segundo número, de 28 de julho, começa uma sessão denominada “Recordar é Viver”, em que são contadas as vidas dos craques do passado. A coluna era escrita por Barbosa Filho. Sobreviveu até 1950, quando aparece como noticioso, diário, mantendo o mesmo formato, com o nome de ‘JORNAL PEQUENO”.

DÉCADA DE 1940 –

1940 – fundada a primeira emissora de rádio do Maranhão, em 15 de agosto, inicialmente com o nome de Rádio Difusora, posteriormente rebatizada de Rádio Timbira, pelo Interventor Paulo Ramos

1947 – surge a Rádio Ribamar; hoje Rádio Capital AM;

 DÉCADA DE 1950

1955 – 29 de outubro surge a Rádio Difusora;

- Murilo Costa Ferreira está entre os maiores jornalista esportivos do Maranhão, ao lado de Dejard Martins, Mauro Beserra, Herberth Fontenele. Começou a trabalhar em “O Imparcial” como revisor e depois passou a cobrir o esporte; passou à rádio, cobrindo os treinamentos dos clubes da época.

DÉCADA DE 60

1962 – em 02 de janeiro surge a Rádio Gurupi

1963 - Murilo participou da equipe da Rádio Timbira, montada por Dejard Martins – a melhor da rádio maranhense até hoje – junto com Mauro Beserra, Herberth Fontenelle, Dril Carvalho, Jorge Gonçalves, Carlos César, Elbert Teixeira, Canarinho, Rui Dourado,Aristides Barbosa,Luis Chung, Lauro Leite, Mário Leonardo, Herácio Bezerra e outros.

1966 – é inaugurada a 12 de junho a Rádio Educadora, da Igreja Católica

DÉCADA DE 70

  • 1979 – surge a primeira emissora FM, Rádio Difusora, fundada em 31 de outubro
  • ? – inaugurada a Rádio Cidade FM
  • DÉCADA DE 80
  • 1981 – a 8 de novembro é inaugurada a Mirante FM
  • 1986 – inaugurada a Rádio Universidade FM, em 21 de outubro
  • 1988 – 10 de maio surge no dial a Rádio Mirante AM

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